Por: Diario Digital Castelo Branco/ Lusa
Aquele responsável classificou como “um roubo organizado” a introdução de portagens, a subida do preço do combustível e outras medidas de austeridade.
Luís Garra falava durante uma acção de distribuição de folhetos contra as portagens na A23 (Torres Novas- Guarda), A25 (Aveiro - Vilar Formoso) e A24 (Viseu - Chaves).
A acção foi organizada pela União de Sindicatos de Castelo Branco e contou com a participação de cerca de 50 activistas, decorrendo durante a tarde uma vigília de protesto em frente ao Governo Civil, em Castelo Branco.
“Não podemos poupar nas palavras: o que se está a passar em Portugal é um processo de roubo organizado com um bando instalado no poder, no Governo, e na Presidência da República, que dá cobertura a estes roubos”, referiu.
Para Luís Garra, “o povo tem duas alternativas: ou reage, revolta-se, toma medidas e põe termo a isto ou aguenta. Nós interrogamos as pessoas: vão continuar a pagar e calar? Vão continuar a permitir ser saqueados na estrada?”
O Governo anunciou a introdução de portagens naquelas autoestradas sem custos para o utilizador (SCUT) em 15 de abril, mas para o dirigente sindical é preciso continuar a lutar contra a sua implementação.
“Neste momento, o combate é: não às portagens. São um roubo e vão pôr em causa a situação económica e social do interior e em particular do distrito de Castelo Branco”.
Luís Garra não tem dúvidas de quem os custos acrescidos para as empresas vão fazer com que algumas sejam obrigadas a despedir trabalhadores.
“As portagens vão ter consequências negativas no tecido económico, nomeadamente com o aumento do desemprego”, realçou.
O dirigente salientou que “toda a campanha eleitoral há um ano atrás foi feita com base na promessa de discriminação positiva do interior, tendo em conta os seus baixos índices económicos”.