Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
As caixas de cerejas do Fundão foram as mais requisitadas pelos chefs a trabalhar hoje na cozinha de um hotel de Lisboa, cumprindo um desafio: o pequeno fruto como ingrediente obrigatório nos tachos e nos pratos.
As caixas de cerejas do Fundão foram as mais requisitadas pelos chefs a trabalhar hoje na cozinha de um hotel de Lisboa, cumprindo um desafio: o pequeno fruto como ingrediente obrigatório nos tachos e nos pratos.
Responsável pela sopa fria e pelo prato de peixe, o chef Hugo Nascimento, da Tasca da Esquina, contou que utiliza há muito as cerejas nas suas ementas, mas que o público ainda estranha quando as vê em pratos salgados.
Este fruto “deixa saudades”, por estar disponível apenas no verão, e é bom para “preguiçosos por nem precisar de ser descascado”, descreveu o chef, nesta iniciativa da Rota Gastronómica da Cereja do Fundão.
O presidente da Câmara Municipal do Fundão acrescentou outros motivos e contou, com orgulho, que a ‘sua’ cereja já chegou à China.
Da produção total nacional (seis mil toneladas), a zona do Fundão garante mais de metade e, dessa, 10% tem por destino a exportação. “Mas pode ser mais”, disse Paulo Fernandes.
A cereja da zona da serra da Gardunha também tem chegado ao Norte da Europa, preparando-se agora o processo de certificação para o Japão, acrescentou.
Além da qualidade, que o autarca gaba, a cereja do Fundão é uma das primeiras a surgir no hemisfério Norte, dadas as condições meteorológicas, o que equivale a produto disponível entre fins de abril e princípios de maio.
Com um 2013 atípico no clima em Portugal, Paulo Fernandes notou o “lado positivo” de o fruto estar disponível até mais tarde, ou seja, final de julho.
“É um excelente ano de mercado. O nosso objetivo é ter cereja suficiente para a procura”, afirmou à Lusa o presidente da câmara, referindo que a colheita, devido à chuva, teve um atraso atrasou de cerca de três semanas.
A aposta em incluir a cereja nas ementas de restaurantes de alta cozinha tem por objetivo acrescentar valor ao produto, numa lógica de comércio justo: há mais lucro para os produtores, explicou ainda o autarca.
E hoje a cereja acompanhou lascas de bacalhau, foi usada em chá, foie-gras, puré, creme brullé, cheesecake, salame e em pastéis, provando que não serve apenas para ser colocada no topo do bolo.