Por: Diario Digital Castelo Branco
A Santa Casa da Misericórdia de Proença-a-Nova, que celebra 500 anos de atividade, e o Agrupamento 157 do CNE, fundado há 50 anos, foram homenageados com a medalha de mérito municipal na sessão solene comemorativa do Dia do Município.
A Santa Casa da Misericórdia de Proença-a-Nova, que celebra 500 anos de atividade, e o Agrupamento 157 do CNE, fundado há 50 anos, foram homenageados com a medalha de mérito municipal. Na sessão solene comemorativa do Dia do Município, o presidente da Câmara destacou o facto de as duas instituições se cruzarem nos objetivos, já que pretendem “formar melhores cidadãos” e “cuidar melhor de quem mais precisa”.
Numa intervenção que apelou à confiança no futuro, o presidente da Assembleia Municipal, Arnaldo Cruz, fez a defesa do Estado social como “um investimento nas pessoas”. Embora dizendo não querer, num “dia festivo”, falar das “situações preocupantes” que o país enfrenta, não deixou de referir questões como o desemprego, a emigração, a recessão da natalidade ou a desvalorização do serviço público. “Não devemos, não queremos e não podemos desistir do futuro”, concluiu, alertando que “as soluções passam por nós próprios”.
Em representação da bancada do PSD, Jorge Tomé congratulou-se com a homenagem às duas instituições e fez a ponte entre a sessão solene e a conferência “Ecos de Proença”, realizada durante a tarde, para sublinhar a importância dos “tempos que nos antecederam” como parte marcante da história coletiva.
José Bairrada, provedor da Misericórdia, partilhou a homenagem com a equipa e desafiou mais pessoas a participarem na rede de voluntariado ligada à instituição, lembrando que a reforma pode ser uma oportunidade para que as pessoas voltem a “formar-se”. Num gesto simbólico com que procurou traduzir o trabalho de equipa dos escuteiros e homenagear todos os que, no passado, contribuíram para a história do agrupamento, o chefe Eduardo Miguel entregou a medalha de mérito a outro chefe, Hugo Catarino.
Na conferência “Ecos de Proença” foram apresentados excertos de recolhas em curso e Pedro Antunes, que está a desenvolver a tese de mestrado em torno da encomendação das almas, apresentou a primeira parte do documentário que irá produzir sobre o tema. O projeto aposta, além da recolha de fotografias e documentos, na gravação de testemunhos de vida através dos quais sejam retratados costumes e vivências locais.
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