Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
“O conteúdo do e-mail não faz parte do sentimento existente na sociedade luxemburguesa, pelo contrário”, assegurou o conselheiro, acrescentando que portugueses e luxemburgueses têm “um excelente relacionamento”.
O deputado luxemburguês do partido Os Verdes Camille Gira questionou quarta feira, no Parlamento, o ministro do Interior, Jean-Marie Halsdorf, sobre o mail alegadamente xenófobo, que terá tido origem na polícia luxemburguesa, dirigido contra estrangeiros residentes no país, entre os quais os emigrantes portugueses.
No e-mail, os autores desafiam os luxemburgueses a partir para o Paquistão, Afeganistão, Iraque, Nigéria, Turquia ou Portugal e fazer aquilo que alegadamente os naturais desses países fazem no Luxemburgo.
Exigir assistência médica gratuita para a família, exigir que os serviços públicos falem a sua língua materna, pendurar bandeiras nacionais nas janelas e conduzir sem carta foram alguns dos desafios colocados.
Afirmando que o conteúdo do e-mail “é vergonhoso”, Eduardo Dias defendeu ainda que os autores do e-mail “devem ser identificados e devidamente punidos e sancionados de forma exemplar”.
“Deveriam perder os postos que ocupam a nível da polícia porque são cargos que devem ser desempenhados com isenção, imparcialidade e respeito pelas regras fundamentais, como os Direitos do Homem. O racismo e a xenofobia não têm lugar”, disse ainda.
O conselheiro adiantou que a generalidade dos portugueses no Luxemburgo ainda não tem conhecimento da existência do e-mail.
O presidente do Centro de Apoio Social e Associativo (CASA) no Luxemburgo, José Trindade, disse que o conteúdo do e-mail “não reflete aquilo que se passa no terreno”.
José Trindade acrescentou que o texto é “insultuoso” para a comunidade portuguesa.
O Governo luxemburguês já abriu um inquérito para averiguar a origem do e-mail.
Contactada pela Lusa, fonte do gabinete do secretário de Estado das Comunidades disse que não comenta esta situação, tendo realçado apenas a “plena integração da comunidade portuguesa no país, que é estimada e apreciada nas suas mais diversas qualidades”.
Residem oficialmente cerca de 80 mil portugueses no Luxemburgo, que representam 16 por cento do total da população.
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