Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
"Enquanto milhares de pessoas disfrutam da excitação do Campeonato Mundial de Futebol, cerca de 215 milhões de crianças trabalham para sobreviver. A educação e os jogos são um luxo para eles. Os progressos relativamente ao fim do trabalho infantil estão a enfraquecer, e nós não estamos no bom caminho para pôr fim às piores formas de trabalho infantil até 2016", considerou Somavia.
"Temos de ganhar um novo fôlego. Vamos aproveitar a inspiração do Mundial de Futebol, e enfrentar este desafio com a energia, a boa estratégia e a determinação para atingir este objetivo", defende o líder da Organização Internacional do Trabalho numa mensagem alusiva à data.
No prefácio do terceiro Relatório Global sobre o Trabalho Infantil, Somavia defendeu a necessidade de "esforços renovados e ampliados" para que ainda possam ser atingidos os objetivos traçados para 2016.
O último relatório global, elaborado há quatro anos, mostrou que o trabalho infantil estava em declínio devido à mobilização generalizada dos governos, organizações de empregadores e de trabalhadores, empresas e consumidores.
"Face a estes desenvolvimentos, fomos suficientemente otimistas para definir o objetivo de abolir as piores formas de trabalho infantil até 2016", lembrou o líder da OIT no mesmo documento.
Juan Somavia reconheceu que foram conseguidos "progressos substanciais a nível mundial" mas refere que as conclusões do novo relatório global "são contraditórias" e suscitam motivos de preocupação.
Por um lado apontam para um declínio do trabalho infantil entre as meninas e as crianças envolvidas em trabalhos perigosos e por outro mostram que o trabalho infantil aumentou no grupo etário dos 15 aos 17 anos.
"Este relatório descreve um abrandamento do ritmo de redução global desde 2006", disse Somavia, acrescentando que "a persistência do trabalho infantil é um dos maiores fracassos dos esforços de desenvolvimento".
O diretor geral da OIT considerou que "o declínio económico não pode tornar-se uma desculpa para menor ambição e para a inércia", relativamente ao combate ao trabalho infantil.
Assim, para o futuro defendeu o reforço da garantia e ampliação do acesso à educação básica universal, a criação de uma plataforma de proteção social básica e a promoção de oportunidades de emprego para os progenitores, de modo a evitar situações de pobreza e de trabalho infantil.
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