Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
Em discurso no parlamento para apresentar o projeto lei do governo sobre o fundo de proteção da moeda única, de 750 mil milhões de Euros, Merkel sublinhou também que, se a atual crise não for ultrapassada, e o Euro fracassar, "a Europa também fracassará".
A chanceler alemã referiu depois que "muitos países da zona Euro com fraca competitividade viveram acima das suas possibilidades" o que, acrescentou, "foi a raiz do problema".
Reconheceu também, simultaneamente, que os alemães "também têm vivido de empréstimos nos últimos 40 anos", anunciando drásticas medidas de austeridade para o Orçamento do Estado para 2011.
A dirigente democrata cristã considerou ainda "inevitáveis" os planos de consolidação apresentados por Portugal e Espanha, alertando que é preciso agora "aplicá-los de forma decidida".
Merkel criticou igualmente o papel dos mercados financeiros e dos bancos, "que agiram como um rastilho", disse, durante a crise, e anunciou que Berlim quer uma regulação mais severa dos mercados, em último caso sem haver consonância a nível internacional.
"Avançaremos a nível nacional, se não houver prejuízos para a Alemanha", adiantou a chanceler, prometendo interceder junto dos parceiros do G20 (Estados mais industrializados do mundo e principais países emergentes) a favor de um imposto sobre actividades financeiras, ou sobre transações financeiras.
"Se não for possível uma solução a nível global, temos de optar por uma solução europeia, mas de qualquer forma os bancos têm de participar nos custos da superação da crise", advertiu.
As duas câmaras legislativas alemãs, Bundestag e Bundesrat, votam na sexta feira o diploma sobre o fundo de proteção do Euro, em que a Alemanha participa com um máximo de 148 mil milhões de Euros, nos próximos três anos.
A maioria governamental democrata-cristã e liberal já anunciou que votará a favor do projeto, tal como os Verdes.
Os sociais democratas do SPD, maior partido da oposição, fazem depender o seu sentido de voto de medidas paralelas para regular os mercados financeiros, o Die Linke, da esquerda radical, defende posição semelhante, e prepara-se para votar contra.
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