Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
Uma das salas do Museu Arqueológico do Fundão está transformada até fevereiro numa aldeia com cerca de seis mil anos, para celebrar a descoberta de um dos mais antigos povoados da Beira Interior.
Uma das salas do Museu Arqueológico do Fundão está transformada até fevereiro numa aldeia com cerca de seis mil anos, para celebrar a descoberta de um dos mais antigos povoados da Beira Interior.
Os primeiros indícios da descoberta de uma povoação pré-histórica da época do Neolítico, no Freixial, freguesia do Telhado, surgiram em maio e foram anunciados na última semana pelo museu, depois de tratados e validados.
Parte dos objetos, com destaque para ferramentas em pedra polida e moinhos de cereais que cabem nas palmas das mãos, estão desde quarta-feira em exposição.
Ao lado da mostra científica está uma reconstituição que pretende concentrar em poucos metros quadrados o modo de vida naquela época em que o homem deixou de ser nómada e começou a criar povoações.
O objetivo é simples: pegar num mundo "que pertence muito ao universo académico e aproximá-lo do grande público", explicou à agência Lusa, João Rosa, diretor do Museu Arqueológico José Alves Monteiro, no Fundão, à margem da abertura da mostra.
Os visitantes podem manusear réplicas de pequenos machados pré-históricos ou moinhos de cereais constituídos por duas pedras afeiçoadas, entre outras peças.
A exposição está talhada para escolas, mas promete também entreter os adultos, garante o diretor.
O presidente da Câmara do Fundão, Paulo Fernandes, aplaude a descoberta do povoado neolítico na freguesia do Telhado.
Com este achado ficam preenchidas páginas que ainda estavam "em branco" na cronologia do território fundanense, que passa a contar com locais de visita que ilustram cada período histórico da humanidade, destaca o autarca.
O município pretende dinamizar rotas turísticas e pedagógicas por estes locais, com arranque previsto para dezembro com iniciativas dirigidas às escolas de todo o país.
As rotas arrancam com um sumário no museu arqueológico e a viagem pelo terreno será feita tentando responder à pergunta: porque é que diferentes povos terão sempre escolhido o território do Fundão para viver ao longo da história da humanidade.
João Rosa admite que novas descobertas podem suceder-se nos próximo tempos, tendo em conta que até 2014 está a decorrer a elaboração da carta arqueológica do concelho.
O trabalho abrange "vários tipos de intervenção" em que três arqueólogos em permanência e cerca de 40 voluntários por ano estão "a bater todos os terrenos do concelho".
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