Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
Cerca de 40 trabalhadores das obras da estrada IC8, em Proença-a-Nova, continuam parados para exigir o pagamento de salários em atraso, segundo disseram à agência Lusa, no local.
Cerca de 40 trabalhadores das obras da estrada IC8, em Proença-a-Nova, continuam parados para exigir o pagamento de salários em atraso, segundo disseram à agência Lusa, no local.
Os trabalhadores em causa estão ligados à empresa Divertec, uma sub-empreteira da Mota Engil.
A Divertec é responsável pela construção de uma ponte sobre o Rio Ocreza no novo troço do IC8, que faz parte da subconcessão Pinhal Interior, e que vai ligar Proença-a-Nova à autoestrada A23.
Os trabalhadores reclamam, em média, dois meses de salários em atraso, explicou hoje à agência Lusa, José Ferreira, encarregado-geral da obra da Divertec.
Segundo referiu, a situação deve afetar "entre 80 a 100 trabalhadores", sendo que a maioria participou noutras fases da obra.
Mesmo assim, pelo menos 10 dos que já tinham regressado a casa voltaram hoje ao estaleiro da obra para exigirem também pagamentos em atraso.
Por parte da Divertec, a única explicação que já ouviram é que "não há dinheiro", disse José Ferreira.
"Assim, vamos esperar aqui até nos pagarem", referiu, sublinhando que é uma espera por tempo indeterminado, apesar dos prejuízos.
"Há quem já não tenha dinheiro para comer e todos temos a família em casa", a aguardar por dinheiro, "mas vamos nos ajudando uns aos outros", referiu.
Os trabalhadores que estão há um ano a erguer a nova ponte iam recebendo "500 a 600 euros de cada vez" e foram "aguentando" os atrasos ao longo dos últimos seis meses.
Agora, o tabuleiro está concluído e a obra quase finalizada, pelo que os trabalhadores querem reclamar "tudo o que é devido" antes que a ponte seja dada por concluída e sejam todos dispensados.
"Se não nos pagarem agora, nunca mais recebemos", concluiu José Ferreira.
Contactada pela agência Lusa, a administração da Divertec não comenta o assunto.
Entretanto, em resposta a questões colocadas pela agência Lusa, a Mota-Engil referiu na sexta-feira não ter "qualquer valor por regularizar".
"Os operários do subempreiteiro pararam por falta de pagamento de salários, mas, por ora, não está posto em causa o prazo final da obra, novembro de 2012", escreveu fonte da empresa.
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