Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
A criação do Pólo de Saúde da Beira Interior vai ser "fulcral" para garantir a sustentabilidade dos hospitais da região, defendeu hoje o presidente do Centro Hospitalar da Cova da Beira (CHCB), Miguel Castelo Branco.
A criação do Pólo de Saúde da Beira Interior vai ser "fulcral" para garantir a sustentabilidade dos hospitais da região, defendeu hoje o presidente do Centro Hospitalar da Cova da Beira (CHCB), Miguel Castelo Branco.
Aquele responsável falava à agência Lusa no âmbito das comemorações que decorrem esta semana para assinalar os 12 anos do CHCB, que agrupa os hospitais da Covilhã e Fundão.
Para responder aos cortes no financiamento público, Miguel Castelo Branco advogou a "articulação dos hospitais da região no que se denominou Pólo de Saúde da Beira Interior".
A criação do pólo foi sugerida no relatório do Grupo Técnico para a Reforma Hospitalar, apresentado em 21 de novembro de 2011, reunindo as unidades de saúde de Castelo Branco, Cova da Beira e Guarda.
"Penso que vai ser uma questão fulcral nos próximos tempos, no sentido de racionalizar a oferta", com uma "distribuição de recursos de forma a garantir a sustentabilidade e resposta" à população, sublinha Miguel Castelo Branco.
Sem arriscar qualquer referência a números, o presidente do Conselho de Administração do CHCB disse acreditar que, se os hospitais concertarem especialidades e serviços, "há margem de manobra" para "reduzir custos" e até para tentar aumentar as áreas de intervenção.
No entanto, alertou que, por mais que os hospitais da Beira Interior se organizem melhor, há especialidades em que todos têm falta de médicos.
Nessas áreas, Miguel Castelo Branco recomendou que a tutela insista na abertura de vagas, acreditando que as unidades da Beira Interior são cada vez mais atrativas e que nem todos os novos especialistas vão continuar a ter lugar no litoral.
No caso do CHCB, a administração ambiciona contratar mais anestesistas e especialistas em áreas diferenciadas como a dermatologia.
O curso de Medicina que funciona na Covilhã, a par de novos espaços de investigação da Universidade da Beira Interior, são alguns dos novos atrativos da região, destacou.
Miguel Castelo Branco sublinhou ainda a importância da articulação entre hospitais para a formação de um "consórcio formativo". A ideia consiste em somar todos os especialistas para abrir mais vagas de internato do que conseguiria cada hospital por si.
O internato médico é a última fase de formação de médicos especialistas, funciona em hospitais e pode ajudar a definir onde é que vão fixar atividade, lembrou Miguel Castelo Branco.
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