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Cultura 5 de outubro de 2026

Outrem celebra Foral de Pedro Alvito ao valorizar herança templária de Castelo Branco

Por: Diário Digital Castelo Branco

Jornadas realizadas a 3 de outubro reuniram debate histórico e recriação medieval numa reflexão sobre a valorização da zona histórica.

A Outrem - Associação de Defesa do Ambiente e Património promoveu, no dia 3 de outubro de 2026, as Comemorações do Foral de Pedro Alvito e as Jornadas Templárias de Castelo Branco, na Alcáçova do Castelo e na Igreja de Santa Maria do Castelo. A iniciativa realizou-se em parceria com a Câmara Municipal de Castelo Branco, a Junta de Freguesia de Castelo Branco, a OPCTJ - Ordem dos Pobres Cavaleiros do Templo de Jerusalém e o Sindicato dos Professores da Zona Centro.

Subordinado ao tema «Das Raízes Templárias ao Futuro: Valorização e Dinamização da Zona Histórica de Castelo Branco - A Recriação Histórica como Fundamento Pedagógico», o encontro associou o conhecimento da história local à reflexão sobre o papel do património, da educação e do turismo na dinamização da cidade.

O dia começou com a visita à exposição «Os Cavaleiros Templários: História, Lendas e Mistérios» e com a abertura das jornadas. A mesa de abertura contou com João Marrocano, do Sindicato dos Professores da Zona Centro; Mafalda Nascimento, da OPCTJ - Ordem dos Pobres Cavaleiros do Templo de Jerusalém; Maria da Luz Lopes, da Junta de Freguesia de Castelo Branco; e José Carlos Moura e José Aleixo, da Outrem - Associação de Defesa do Ambiente e Património.

As sessões decorreram durante a manhã e a tarde, com intervenções dos preletores e a participação do público, que colocou questões e contribuiu para o debate.

Joaquim Martins Moreira, professor de História, apresentou a comunicação «O Foral de Pedro Alvito», na qual abordou a importância do primeiro foral de Castelo Branco para o povoamento da região. Destacou a discussão em torno da sua datação, entre 1213 e 1214, as possíveis semelhanças com os forais de Elvas, ou seria o de Évora e algumas particularidades do documento, nomeadamente as disposições relativas aos direitos das mulheres.

A enfermeira Elsa Maria Gomes Lopes trouxe às jornadas o tema «O Quotidiano dos Templários: Higiene, Alimentação e Saúde na Idade Média». A sua intervenção incidiu sobre a dieta e os hábitos de higiene e de saúde dos cavaleiros templários, dando a conhecer aspetos menos explorados do seu quotidiano, ligando-os a evidências científicas dos nossos dias.

O professor José Carlos Duarte Moura, com a comunicação «A Recriação Histórica como Ferramenta Pedagógica», salientou o potencial educativo das recriações históricas e a necessidade de as sustentar na investigação e no rigor, de forma a respeitar os acontecimentos e os contextos representados.

Mafalda Nascimento, da GOVCOPP-UA - Unidade de Investigação em Governança, Competitividade e Políticas Públicas da Universidade de Aveiro, apresentou «O Turismo Militar e a História». Destacou a importância das parcerias e da partilha de experiências para o desenvolvimento turístico e a valorização dos territórios, em particular dos de baixa densidade.

O arquiteto Nuno Villamariz apresentou a comunicação «Identidades territoriais e memória histórica: considerações sobre a Ordem do Templo e outras milícias nas fronteiras orientais do Reino de Portugal». Abordou as semelhanças entre designações e fortalezas das ordens militares na Europa e na Terra Santa, com particular atenção a Castelo Branco e Chastel Blanc, na Síria.

À ceia medieval, que reuniu os participantes, seguiu-se um programa de recriação templária, música e danças medievais. A recriação da investidura de um Cavaleiro Templário foi um dos destaques da animação.

A animação contou com a participação de Troto Saltarello, Flamma Luna, Espadas de Santa Maria da Feira, Santa Maria do Castelo, Hoste de Ribalessa e Espadas de Sant’lago.

As comemorações homenagearam Pedro Alvito, mestre templário dos três reinos - Portugal, Castela e Leão - e responsável pela concessão do primeiro foral a Castelo Branco. A iniciativa procurou também contribuir para a valorização e dinamização da zona histórica, promovendo o conhecimento das origens da cidade e a divulgação da sua identidade e do seu património.

As Jornadas Templárias foram certificadas, para efeitos de progressão na carreira, pelo Centro de Formação do Sindicato dos Professores da Zona Centro.

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