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Região 17 de setembro de 2026

Castelo Branco: Estação náutica deve ser vista como uma verdadeira rede territorial

Por: Diário Digital Castelo Branco com Lusa

Uma estação náutica não deve ser vista apenas como um conjunto de atividades realizadas na água, mas sim como uma verdadeira rede territorial, defendeu hoje o presidente do Turismo Centro Portugal.

“Um destino turístico só será verdadeiramente sustentável se for, em primeiro lugar, um bom território para quem nele vive”, afirmou o presidente do Turismo Centro Portugal, na sessão de abertura do Fórum Náutica do Centro de Portugal, que decorre até sexta-feira em Castelo Branco.

O encontro decorre no Centro de Cultura Contemporânea de Castelo Branco e reúne autarcas, académicos e agentes económicos, sob o tema “Turismo, Sustentabilidade e Náutica”.

Rui Ventura disse que a realização deste evento em Castelo Branco transmite por si só uma mensagem importante.

“Quando falamos de turismo náutico no Centro de Portugal não estamos só a falar e apenas do litoral. Estamos a falar de toda a nossa região. Estamos a falar do mar, dos rios, das albufeiras, das praias fluviais. Estamos a falar de surf, canoagem, pesca e tantas outras atividades. Mas estamos sobretudo a falar da capacidade de transformar os nossos recursos naturais em experiências turísticas sustentáveis, qualificadas e geradoras de valor para os nossos territórios”.

Este responsável sublinhou ainda que é precisamente essa a visão que o Turismo do Centro tem defendido: “Uma região não se desenvolve deixando territórios para trás. Há uma ideia que quero deixar aqui clara. Nós queremos um Centro de Portugal por inteiro e não um Centro Litoral e outro do Interior. Queremos um Centro capaz de colocar os seus diferentes territórios em rede”.

Rui Ventura defendeu que uma estação náutica não deve ser vista apenas como um conjunto de atividades realizadas na água.

“É muito mais do que isso. É uma verdadeira rede territorial. É alojamento, restauração e gastronomia, animação turística património e cultura, comércio e serviços, desporto e natureza. Quando conseguirmos ligar tudo isto, conseguimos algo muito mais importante. Criamos razões para que as pessoas permaneçam mais tempo no nosso território e, sobretudo, para regressarem ou fazerem outros visitar a região”.

Para o presidente do Turismo do Centro, esta é a lógica que deve sempre orientar a estratégia turística, uma lógica de criação de valor.

Contudo, defendeu que o Centro de Portugal não quer crescer apenas pelos números, mas sim pelo valor: “Todo este crescimento tem de ser sustentável. Sustentabilidade tem de significar preservar recursos, recursos esses que nos tornam diferentes. Tem de significar respeitar a capacidade dos nossos territórios, envolver as nossas comunidades e garantir que o turismo deixa valor económico e social onde ele acontece”.

Já o coordenador do PROVERE Náutica do Centro de Portugal salientou que tem sido feito uma ligação muito feliz entre o interior e o litoral.

Hélder Almeida disse ainda que existem na região 19 estações náuticas certificadas, nove das quais no litoral e 10 no interior.

“É nesta lógica que se pretende seguir. Sempre que se fala em náutica, fala-se de oportunidades para o território”.

O presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC), que não pode estar presencialmente na abertura deste fórum, fez uma intervenção ‘online’ e disse que o PROVERE é uma estratégia de eficiência coletiva que visa somar capacidades públicas e privadas no território, permitindo uma estratégia que acrescente valor.

“Só há estratégia de eficiência coletiva se cada um assumir a sua parte”, concluiu.

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