Por: Diário Digital Castelo Branco
O Município de Idanha-a-Nova e a Aldeia Histórica de Idanha-a-Velha acolheram, entre os dias 30 de agosto e 6 de setembro de 2026, o Workshop Internacional ICADA “Idanha-a-Velha: projetar a partir da história”.
O evento faz parte do plano de atividades do International Centre for Architectural Design and Archaeology (ICADA). Este grupo de investigação internacional é constituído pela Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto, pela Università degli Studi Roma Tre (Itália) e pela Escuela Técnica Superior de Arquitectura da Universidad de Valladolid (Espanha).
O workshop utilizou Idanha-a-Velha como território de estudo para realizar uma análise técnica sobre o papel do projeto de arquitetura em contextos de elevado valor histórico e patrimonial. O programa centrou-se nos processos de transformação da aldeia. Os participantes analisaram os atuais desafios associados à preservação, valorização e desenvolvimento sustentável da Rede das Aldeias Históricas de Portugal.
Esta edição reuniu 26 participantes selecionados a partir das três instituições académicas parceiras. A comitiva distribuiu-se em 10 vagas para estudantes da FAUP, 8 para a Università degli Studi Roma Tre e 8 para a Escuela Técnica Superior de Arquitectura da Universidad de Valladolid (ETSAVA). A coordenação esteve ao cargo dos arquitetos Pedro Alarcão, Mariana Sá e Luís Urbano. O corpo docente internacional integrou os especialistas Carlos Rodriguez, Cristina Casadei, Darío Alvarez, Luigi Franciosini, Luís Urbano, Mariana Sá, Miguel la Iglesia e Pedro Alarcão.
O Vice-Presidente da Câmara Municipal de Idanha-a-Nova esteve presente na sessão de encerramento do evento. Depois de ter destacado o valor da iniciativa para o concelho, Vítor Mascarenhas sublinhou o “compromisso de promover o progresso socioeconómico e a coesão social, salvaguardando rigorosamente o nosso património arquitetónico, histórico e natural”.
“O trabalho desenvolvido neste workshop demonstra que as ferramentas do projeto de arquitetura são fundamentais para responder a este desafio. Ao cruzarem a arquitetura e a arqueologia, os vossos estudos técnicos sobre os processos de transformação desta aldeia oferecem-nos caminhos inovadores para uma preservação sustentável e para a fixação de novas dinâmicas locais”, referiu numa alocução, onde sublinhou que Idanha-a-Nova “continuará de portas abertas à ciência, à investigação e a todas as iniciativas que valorizem a nossa herança cultural e projetem o nosso futuro”.