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Região 22 de agosto de 2026

Castelo Branco: "SEMPRE por todos" diz que "Não basta investir nas paredes. É preciso garantir quem está dentro delas"

Por: Diário Digital Castelo Branco

A coligação “SEMPRE por todos” (PSD/CDS-PP) volta a defender a necessidade de Castelo Branco ter uma estratégia municipal estruturada para a Saúde, capaz de contribuir para a atração e fixação de profissionais e para melhorar efetivamente o acesso da população aos cuidados de saúde.

Na reunião pública do executivo municipal desta sexta-feira, 21 de Agosto, o vereador da coligação, Jorge Pio reconheceu a importância dos investimentos realizados nas infraestruturas de Saúde, mas deixou um alerta muito claro: “as paredes, por si só, não resolvem a falta de profissionais”.

“Paredes e os novos centros de saúde? Completamente de acordo, são investimentos importantíssimos. Mas temos de nos preocupar em ocupar o que está dentro destas paredes, que é aquilo que verdadeiramente interessa às pessoas”, afirmou.

Jorge Pio apontou como exemplo Alcains, onde o médico de família se reformou e ainda não foi substituído, lembrando que é precisamente aí que se mede a resposta dada às populações.

“Isso é que nos interessa. Isso é que interessa às pessoas: quererem marcar uma consulta e não terem médico de família”, salientou.

Para o vereador, a Câmara Municipal deve naturalmente continuar a reivindicar junto do Governo o reforço do Hospital e das restantes respostas de Saúde no concelho. Mas isso não impede o Município de perceber o que pode fazer diretamente para tornar Castelo Branco mais atrativo para os profissionais.

“Não podemos só esperar pela ação do Governo Central. O Município, independentemente de quem seja o Presidente da Câmara, tem de lutar todos os dias junto do Governo no sentido de tentar fortalecer o Hospital. Isso é básico. Agora, a questão é aquilo que nós próprios podemos fazer”, defendeu Jorge Pio.

Foi também neste contexto que o vereador rejeitou que as propostas apresentadas pela coligação SEMPRE por todos (PSD/CDS-PP) possam ser reduzidas à atribuição de um determinado valor financeiro por cada médico que escolha Castelo Branco.

“O Sr. Presidente meteu na cabeça que a proposta é só 1.500 euros ou 2.000 euros por médico. Não é esse o intuito do regulamento que nós apresentámos”, esclareceu.

“A proposta defendida pela coligação é mais abrangente e passa por criar condições diferenciadoras para atrair e fixar profissionais, incluindo a possibilidade de o Município apoiar formação especializada e atualização profissional ou contribuir para a aquisição de equipamentos que permitam desenvolver determinadas especialidades”, explicou.

Jorge Pio lembrou que estes fatores “podem fazer a diferença num contexto em que os territórios competem entre si pela capacidade de atrair profissionais de saúde”.

“Se o Município estivesse, de forma estruturada, capaz de responder a isso e ser diferenciador relativamente a outros, poderia ser motivo para que um profissional de saúde, em vez de escolher um hospital no litoral, quisesse vir para um hospital do interior como Castelo Branco”, afirmou.

Para a coligação SEMPRE por todos (PSD/CDS-PP), é precisamente esta discussão que importa fazer: “não uma resposta isolada perante cada problema que surge, mas uma política municipal para a Saúde com objetivos, instrumentos e capacidade de antecipação”.

Nesse sentido, Jorge Pio manifestou satisfação pelo facto de o Executivo estar a trabalhar na definição de uma estratégia municipal para a Saúde e recordou que a coligação “já defendia no seu programa eleitoral a criação de uma comissão ou conselho consultivo para esta área, envolvendo os diferentes intervenientes e permitindo uma discussão permanente sobre os desafios do concelho”.

“Não é a ação pontual e por reação. É termos uma resposta estruturada”, sintetizou o vereador, defendendo que Castelo Branco precisa de uma estratégia “mais abrangente”, que permita ao Município “agir quando for necessário e não por reação”.

A coligação SEMPRE por todos (PSD/CDS-PP) considera que a Saúde deve ser uma matéria de diálogo e construção de soluções, independentemente de quem apresenta as propostas.

“Entendemos que propostas como estas são positivas e queremos que o Sr. Presidente esteja disponível para discutir este assunto connosco, porque é assim que nós avançamos”, concluiu Jorge Pio.

 

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