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Região 18 de agosto de 2026

Idanha-a-Nova: Câmara contra prolongamento da Central Nuclear de Almaraz até 2030

Por: Diário Digital Castelo Branco

A Câmara Municipal de Idanha-a-Nova vem, por este meio, manifestar publicamente a sua grande preocupação face a decisão do Governo espanhol de prolongar o funcionamento da Central Nuclear de Almaraz até 8 de junho de 2030.

A Autarquia considera que adiar encerramento de uma infraestrutura com mais de quatro décadas de atividade representa uma ameaça ambiental, económica e de segurança latente para toda a Beira Baixa, a Região e o País, e em particular, para o concelho de Idanha-a-Nova.

Localizada a escassos 100 quilómetros da fronteira portuguesa e dependente diretamente do Rio Tejo para a refrigeração dos seus reatores, a Central de Almaraz constitui um fator de risco inaceitável. Por isso, o Município de Idanha-a-Nova não pode pactuar com a manutenção de um modelo energético assente no risco nuclear.

Qualquer falha técnica ou acidente na central teria consequências catastróficas e irreversíveis para o caudal do Rio Tejo, destruindo os ecossistemas, contaminando os recursos hídricos vitais e desferindo um rude golpe na agricultura, no turismo e na qualidade de vida das populações que dependem diretamente desta bacia hidrográfica.

Face à gravidade desta decisão unilateral, a Câmara Municipal de Idanha-a-Nova exige que o Governo de Portugal assuma uma posição firme, junto de Madrid e das instâncias da União Europeia. É urgente travar este prolongamento e fazer valer o princípio da precaução e os tratados internacionais de segurança ambiental transfronteiriça.

O município reafirma que o futuro da Península Ibérica deve ser desenhado exclusivamente com base nas energias renováveis e limpas, e não na extensão artificial da vida útil de reatores nucleares de segunda geração que já cumpriram o seu ciclo.

A Câmara Municipal de Idanha-a-Nova continuará a articular esforços com os municípios vizinhos, organizações ambientalistas, com a Comunidade Intermunicipal da Beira Baixa e movimentos de cidadãos para contestar esta medida por todas as vias institucionais e políticas disponíveis.

A segurança, o património natural e o futuro das nossas populações não são negociáveis.

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