Introduza pelo menos 5 caracteres.
img
Região 11 de julho de 2026

Fundão: Misericórdia em contrarrelógio para terminar nova Unidade de Cuidados Continuados

Por: Diário Digital Castelo Branco

A Santa Casa da Misericórdia do Fundão está “em contrarrelógio” para finalizar a construção da nova Unidade de Cuidados Continuados (UCC) até 31 de agosto, para garantir financiamento do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).  

A informação foi avançada à Lusa pelo provedor da Misericórdia, Jorge Gaspar.

A obra ronda os seis milhões de euros (ME), tendo garantido um financiamento de 2,9 ME do PRR. Também a Câmara Municipal do Fundão se comprometeu com um apoio de 500 mil euros (a serem atribuídos à razão de 100 mil euros por ano), restando uma parcela de cerca de três milhões de euros a cargo da instituição.

“O edifício, com quase quatro mil metros quadrados, tem toda a estrutura feita. Tem as alvenarias praticamente concluídas, estamos a iniciar a parte do revestimento exterior a capoto, vamos iniciar para a semana a parte de águas e esgotos e a marcação de eletricidade, os alumínios já estão a ser fabricados, tal como as cantarias em granito, no fundo, estamos a trabalhar em várias frentes, em contrarrelógio, porque a obra tem de estar concluída a 31 de agosto”, reitera.

Jorge Gaspar reconhece que há várias frentes a avançar em simultâneo, o que não aconteceria com outro calendário, indicando que estão a ser “envidados todos os esforços para cumprir o prazo”.

Lamenta que as instituições particulares de solidariedade social (IPSS) “tenham sido excluídas da vantagem que foi negociada com a União Europeia e que apenas se aplica às obras do Estado”. Porque, “estamos a fazer uma obra que é para as pessoas, de interesse público, tal como é uma escola, um centro de saúde. Esta é uma unidade de saúde que é colocada à disposição das pessoas deste território da Cova do Beira e que é de extrema importância”.

A Misericórdia do Fundão, no distrito de Castelo Branco, já tem uma unidade com capacidade para 60 utentes, 30 de longa e 30 de média duração, mas “está sempre cheia” e “temos pessoas que estão em casa, num hospital ou vão para unidades longe da região porque não têm camas”.

Com a nova UCC, esta IPSS vai disponibilizar mais 88 camas, divididas por 10 camas de longa, 30 camas com licença, 20 camas de média duração, 10 para paliativos e as restantes para promoção de autonomia.

Para conseguir avançar com o projeto, a Misericórdia teve de reduzir a área de 5.300 para 3.700 metros quadrados, sem perder camas, e dividir as valências em cinco concursos diferentes, o que também impediu a celeridade dos procedimentos.

As tempestades do início do ano também absorveram muita mão de obra, mas “temos aqui a perspetiva de concluir a obra a tempo, porque o nosso empreiteiro já tem adjudicado mais de 95% de todos os materiais necessários”.

Outro obstáculo a ultrapassar prende-se com o financiamento. “Além do subfinanciamento do PRR, a instituição teve de ir à banca e está a fazer um esforço financeiro grande para fazer esta obra. O município comprometeu-se com uma verba, que é um bom apoio, mas há dinheiro que precisamos agora”, salienta o provedor.

Daí “o apelo que fazemos à comunidade e ao tecido empresarial e estou convencido que vão responder de forma positiva, porque todos seremos mais fortes”, conclui Jorge Gaspar.    

Depois do concerto solidário em maio, a Santa Casa da Misericórdia criou um Puzzle, com 500 peças. Já vendeu mais de 100 peças, mas se vender a totalidade consegue arrecadar 250 mil euros.

Lançou a primeira história da coleção infantil, que tem no centro a mascote desta obra, a Aurora. “Além da angariação de verbas, estas histórias têm um duplo objetivo, pois também pretendem despertar nos mais novos, desde cedo, o sentido da solidariedade”, explica.

Ao mercado também já chegou o novo vinho com rótulo Quinta d’Arroba, produção própria da instituição, um rosé, que se junta ao tinto, ao branco e ao reserva, alguns deles premiados. “Já produzimos vinho desde 2016, com qualidade. Se ganharmos um euro por garrafa, em 50 mil garrafas, são 50 mil euros, acrescentamos valor”.

Partilhar:

Relacionadas

Link copiado!