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Cultura 10 de julho de 2026

Castelo Branco: Ciclo "Bonifrates ao Poder" apresenta três propostas de teatro de marionetas

Por: Diário Digital Castelo Branco

O Ciclo Bonifrates ao Poder apresenta nos dias 24, 25 e 26 deste mês de Julho três propostas de teatro de marionetas que nos trazem elementos tradicionais, a experimentação mais contemporânea e universos poéticos distintos.

A programação decorre no Monte do Índio e no Parque da Cidade, reunindo espetáculos pensados para diferentes públicos e formatos de fruição.

A abrir o ciclo, na sexta-feira, 24 de Julho, às 18h00, o Parque da Cidade recebe a companhia Red Cloud Teatro de Marionetas, que reviverá o tradicional Teatro Dom Roberto. O espetáculo recupera uma das expressões mais emblemáticas do teatro popular português, nascida da tradição itinerante e durante décadas apresentada em ruas, praças, romarias e feiras. Com a energia, o ritmo e o humor característicos desta forma de teatro de fantoches, a apresentação evoca uma memória viva do património popular, mantendo em cena a figura do bonecreiro e a linguagem muito própria do Teatro Dom Roberto, capaz de continuar a surpreender tanto os mais velhos como os mais novos. Este espetáculo será repetido no dia seguinte, sábado, às 21h45, no Monte do Índio.

No domingo, 26 de Julho, às 10h00, o Parque da Cidade acolhe Onirotóptero, um espetáculo de marionetas em formato Lambe-Lambe, apresentado a apenas dois espectadores de cada vez. A criação parte da história de um pequeno ser que vive no topo da árvore mais alta da montanha e sonha voar, dando forma a uma microaventura inspirada nos ornitópteros, máquinas que imitam o voo dos pássaros. Em sessões de sete minutos, dentro de uma caixa ambulante adaptada ao espaço, o espetáculo constrói uma experiência intimista e sensorial, onde o som, o movimento e a delicadeza da imagem conduzem o público por um universo de proximidade e imaginação.

Mais tarde, às 18h00, sobe à cena Ai de Mim, Ai do Eu…, uma criação que nasce da relação entre marioneta, matéria e corpo. A partir de uma figura híbrida, feita de barro e presença humana, o espetáculo desenvolve uma reflexão em torno da identidade, da fragilidade e da transformação. Num ambiente que remete para uma oficina habitada por objetos, ferramentas e fragmentos de matéria, a marioneta vai-se construindo, desfazendo e recompondo, num movimento contínuo entre forma e desaparecimento. Com a duração aproximada de 15 minutos, o espetáculo será repetido três vezes ao longo de duas horas, para um máximo de 20 pessoas em cada apresentação.

Bilhete: Entrada Gratuita

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