Por: Diário Digital Castelo Branco
O Secretário de Estado das Florestas, Rui Ladeira, esteve no concelho da Sertã na passada segunda-feira, 20 de Abril, com o objetivo de acompanhar os trabalhos em curso na sequência da depressão Kristin.
A visita iniciou-se com a participação na reunião descentralizada do Conselho Geral do Centro de Competências do Pinheiro Bravo, que decorreu no SerQ – Centro de Inovação e Competências da Floresta. Seguiu-se uma deslocação à serração António Lopes & Filho, Lda., no Maxial da Estrada, onde, acompanhado por Carlos Miranda e Cristina Nunes, respetivamente Presidente e Vereadora da Câmara Municipal da Sertã, tomou conhecimento das dificuldades associadas à receção e armazenamento do elevado volume de madeira, resultante das ações de desobstrução de caminhos e remoção de material lenhoso em meio florestal.
A comitiva deslocou-se depois à localidade de Pombas, onde foi possível observar o trabalho desenvolvido pela associação local, na mobilização de voluntários, para a desobstrução de acessos a propriedades, apiários e áreas agrícolas e limpeza de terrenos, à semelhança do que tem sido feito por outras coletividades no concelho.
A visita culminou com uma passagem pela Pinhoser – Indústria de Madeiras da Sertã, na Cumeada, unidade que também tem vindo a rececionar grandes quantidades de madeira provenientes destas intervenções. No local, Rui Ladeira constatou os constrangimentos inerentes à gestão e armazenamento deste volume excecional de madeira, uma realidade transversal às empresas do setor no concelho e na região.
Para Carlos Miranda esta visita teve particular importância para “dar visibilidade ao trabalho que está a ser desenvolvido” bem como para dar a conhecer com mais profundidade “as dificuldades sentidas no terreno, tanto por proprietários como pelas empresas florestais”.
Referindo-se ao trabalho que ainda está por realizar na remoção de material lenhoso dos espaços florestais, o Secretário de Estado das Florestas recordou a existência de um apoio financeiro, no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência, que permite aos proprietários receber até 1500 euros/hectare para a remoção de árvores caídas e limpeza de terrenos afetados pela depressão Kristin. Rui Ladeira referiu que “várias entidades estão a fazer um grande trabalho na desobstrução de caminhos, corte da madeira, com maquinaria do Exército, do ICNF, das CIM (Comunidades Intermunicipais) e o apoio das autarquias. Mas há locais em que é preciso ter outras acessibilidades, para acesso dos meios de Proteção Civil e para os proprietários conseguirem remover a madeira”, sublinhou. O governante frisou a importância e urgência de uma boa gestão florestal e, neste sentido, destacou a implementação da AIGP (Área Integrada de Gestão da Paisagem) 2.0 que coloca recursos à disposição dos municípios afetados para remover material lenhoso.
Neste âmbito, refira-se que as operações específicas desta AIGP 2.0 se encontram em período de discussão pública de 22 de abril a 13 de maio, abrangendo as freguesias de Cabeçudo, Carvalhal, Castelo, Pedrógão Pequeno, Sertã, Troviscal, Várzea dos Cavaleiros, União de Freguesia de Cernache do Bonjardim, Nesperal e Palhais, União de Freguesia de Cumeada e Marmeleiro.
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