Por: Diário Digital Castelo Branco
O Centro Social Jesus Maria José (JMJ) assegurou, em comunicado, que vai dar continuidade ao projeto educativo conhecido como Colégio das Freiras, na Covilhã, no edifício Bolinha de Neve, que vai reabrir portas e ser reabilitado.
Esta decisão, decorre do anúncio feito, em janeiro de 2025, pela Fundação Imaculada Conceição da Congregação das Irmãs Doroteias, de que iria encerrar o colégio instalado, durante 93 anos, num palacete privado, na cidade da Covilhã (distrito de Castelo Branco), a 31 de agosto desse ano, o que aconteceu.
Desde esse anúncio, a Câmara Municipal da Covilhã, o Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social (IGFSS), os pais e os herdeiros do palacete onde funcionava projeto, travaram uma luta contra o tempo, no sentido de encontrar uma solução para manter o projeto que acolhia 165 crianças e 30 funcionários.
“Todos se uniram num propósito comum: garantir uma resposta estável, digna e de qualidade para as crianças e para as suas colaboradoras”, refere o Centro Social JMJ, lembrando que foi “desafiado pelos pais a assumir a gestão e a componente pedagógica deste projeto”.
“Foi um desafio que abraçámos com profundo sentido de missão e responsabilidade para com a comunidade. O caminho até aqui foi longo e, por vezes, difícil. Houve incertezas, obstáculos e momentos de dúvida. Mas houve também algo maior, a união, resiliência e uma vontade coletiva que nunca esmoreceu”, afirma.
“A comunidade covilhanense mostrou que quando uma cidade se mobiliza, é capaz de alcançar o que parece impossível”, sustenta.
Esta mobilização coletiva conseguiu também a devolução do edifício do antigo Infantário Bolinha de Neve à cidade, propriedade do IGFSS, “construído nos anos 70 [do século passado] com o objetivo de servir a infância da Covilhã, mas esteve nos últimos anos afastado dessa missão”.
A autorização oficial da Segurança Social chegou no dia 14 de abril, o que permite ter tudo pronto para que o próximo ano letivo seja iniciado em 01 de setembro nesse espaço.
“Numa fase inicial, o funcionamento do colégio será assegurado no piso zero do edifício, onde estarão reunidas as condições necessárias ao desenvolvimento das atividades educativas e ao bem-estar das crianças”, refere o novo gestor do projeto educativo.
Paralelamente, “será iniciado um processo de intervenção faseada nos restantes pisos, permitindo a requalificação progressiva do espaço, sem impacto significativo no normal funcionamento das valências, assegurando sempre a tranquilidade e segurança de todos”.
Reitera que este “é, acima de tudo, um momento de conquista coletiva. Um exemplo claro de como a articulação entre o Centro Social JMJ, a Comissão de Pais pelo Bolinha de Neve, a Câmara Municipal da Covilhã, o IGFSS e toda a comunidade pode gerar soluções concretas e duradouras”.
Esta solução também agrada aos proprietários do palacete onde as irmãs doroteias estiveram durante 93 anos. Nas suas redes sociais, Eugénia Melo e Castro, representante dos herdeiros, afirmou que “termina assim um longo capítulo do uso do palacete conhecido pelo ‘Colégio das Freiras’. Sempre consideradas como ‘donas’ do edifício, saíram por motivos pessoais e internos”.
“Finalmente poderemos nós, os proprietários, dar ao edifício o destino que quisermos e que nos é devido, o destino que melhor escolhermos entre nós. Missão cumprida da nossa parte, com louvor”, conclui Eugénia Melo e Castro, defendendo que “a Covilhã merece e precisa de um infantário e de uma escola nova, é obrigação prioritária, ou deveria ser, do governo” e os proprietários do edifício precisam de “encerrar este capítulo de 93 anos de ‘ocupação’ gratuita”.
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