Por: Diário Digital Castelo Branco
Quinze famílias com dificuldades socioeconómicas que ficaram desalojadas devido à passagem da depressão Kristin pelo concelho da Sertã, no final de janeiro, estão a ser apoiadas pela Câmara Municipal na recuperação das suas habitações.
A passagem da depressão Kristin, no dia 28 de janeiro, causou diversos danos no concelho da Sertã, nomeadamente em habitações permanentes, deixando “perto de 30 famílias do concelho a viver sem condições de habitabilidade”, afirmou Ana Margarida Alves, vereadora da Câmara Municipal da Sertã com o pelouro da Ação Social.
Segundo a autarca deste município do distrito de Castelo Branco, do total destas três dezenas de famílias, cerca de 15 apresentam dificuldades socioeconómicas, pelo que “o município da Sertã tem apoiado na recuperação das suas habitações, tentando criar condições de conforto e bem-estar”.
Os trabalhos de recuperação das habitações destes munícipes com dificuldades socioeconómicas assinaladas e comprovadas têm sido realizados por funcionários do município e voluntários.
Estes trabalhos, realizados por funcionários do município e voluntários, têm sido realizados em habitações de munícipes com dificuldades socioeconómicas assinaladas e comprovadas.
Até ao momento, a autarquia já realizou obras em quatro destas habitações.
Um dos primeiros desalojados do concelho, no contexto das intempéries, que tinha sido realojado numa solução temporária, já regressou à sua casa que foi totalmente recuperada.
Os trabalhos, realizados por equipas da divisão de Obras Municipais da Câmara da Sertã e por grupos de voluntários, têm sido acompanhados pelo setor de Ação Social da autarquia, que tem atuado na mediação e monitorização das várias situações sociais, de modo a responder com a maior brevidade possível às necessidades.
Ana Margarida Alves enaltece o trabalho realizado na recuperação destas habitações, sobretudo pela rapidez de execução e pela dedicação entregue por todos os intervenientes, “que têm estado no terreno, de forma livre e desinteressada, disponibilizando tempo e recursos”.
Pelo menos 19 pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que fizeram também várias centenas de feridos, desalojados e deslocados. Mais de metade das mortes foram registadas em trabalhos de recuperação.
Os temporais, que atingiram o território continental durante cerca de três semanas, provocaram a destruição total ou parcial de milhares de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias, com prejuízos de milhares de milhões de euros.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.
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