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Cultura 17 de fevereiro de 2026

Idanha-a-Nova: Misericórdia do Ladoeiro inicia ciclo de "Procissões dos Homens" 6ªfeira

Por: Diário Digital Castelo Branco

A Irmandade da Santa Casa da Misericórdia do Ladoeiro prepara-se para dar início ao ciclo do evento Quaresmal designado "A Procissão dos Homens", que terá início esta sexta-feira, 20 de Fevereira, às 20:30 horas.

Este ritual cristão manter-se-á pelas cinco sextas-feiras da Quaresma seguintes, na Capela da Misericórdia desta localidade do concelho de Idanha-a-Nova.

Cumprindo uma tradição que a memória não chega para relatar tão antigo costume a Irmandade da Santa Casa da Misericórdia do Ladoeiro prepara-se para iniciar a mais um ciclo de Procissões, designada por, “Procissão dos Homens”. 

Designada por “Procissão dos Homens”, por nela só participarem homens, realiza-se nas Primeiras Cinco Sextas-Feiras da Quaresma, deverá remontar a 1581, ano de fundação da Misericórdia. O vestuto rito de vertente essencialmente agrário, tem por finalidade a frutificação da semente e a regeneração da aldeia. 

O início das procissões dá-se na Capela da Misericórdia, às 20h30, onde a respectiva Irmandade, vestida de OPAS PRETAS e velas acesas, partem acompanhados pela Cruz de Cristo, do Padre e da População Masculina presente, dirigindo-se através das principais artérias da povoação à Igreja Matriz. 

Aí espera-os a Confraria do Santíssimo Sacramento, de Opas Vermelhas vestidas, dispostos ao longo da coxia, em duas colunas. Depois de rezado um mistério doloroso alusivo à crucificação do Senhor, partem de regresso à Capela, com a Confraria do Santíssimo Sacramento à frente e a Irmandade da Misericórdia atrás, cantando a Avé Maria, Santa Maria e Pai Nosso em andamento e ajoelhados, canta-se Glória. 

O silêncio é a palavra-chave, apenas de ouvem os passos e as rezas. A escuridão é atenuada pelas lanternas e velas acessas.

Os adágios e os ditos populares são muitos. As especulações que envolvem este acto, meio pagão, meio religioso, não escasseiam. 

Há quem diga e defenda, que o motivo principal desta realização, iniciado por culturas diferentes das actuais, com outros problemas e outras ansiedades, que o “Principal motivo desta realização tem a ver com a necessidade do homem em demarcar o seu espaço colectivo e dominar o território”. 

Por isso nada melhor do que a noite que representa a morte, o negativo. Neste contexto como a mulher era encarada como um ser fraco e medroso, era-lhe retirada a possibilidade de participal. Estas ficam em casa à espera que a Procissão passe. Nesse momento espreitam à janela de vela acesa na mão, para “alumiarem” o caminho. Logo que a Cruz avança recolhem-se. 

Apesar de todas as comodidades e novas mentalidades da sociedade actual, a tradição mantém-se e a Actual Mesa Administrativa tudo está a fazer para dar maior relevo à iniciativa e procurar novos Irmãos.

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