Por: Diário Digital Castelo Branco/Lusa
Cerca de 250 voluntários juntaram-se numa ação de limpeza e de recuperação dos espaços públicos da cidade de Castelo Branco destruídos ou afetados pela passagem da depressão Kristin.
“A iniciativa centrou-se, essencialmente, em trabalhos de limpeza urbana e remoção de árvores, ramos e outros detritos, incluindo o corte de árvores, o levantamento de árvores caídas e a limpeza geral das zonas intervencionadas”, explicou, em comunicado enviado hoje à agência, o município de Castelo Branco.
Os trabalhos desenvolveram-se no sábado, sobretudo, em dois pontos estratégicos: Parque Urbano da Cruz do Montalvão e Parque da Cidade.
Para o depósito dos resíduos recolhidos, estiveram disponíveis locais de descarga situados no Parque Urbano da Quinta do Jardim, um terreno localizado entre a EN233 e a EN18 e um terreno situado na Zona Industrial de Castelo Branco.
“Esta ação teve como objetivo apoiar a recuperação da cidade e a reposição da normalidade nos espaços públicos afetados”, lê-se na nota.
A iniciativa reuniu cerca de 250 pessoas que contaram com o apoio das equipas da Divisão de Ambiente do Município, de elementos do Serviço Municipal de Proteção Civil, de técnicas da Ação Social, bem como de vários escuteiros.
“O município albicastrense agradece a colaboração, disponibilidade e empenho de todos os que se associaram a esta ação, demonstrando, mais uma vez, o forte espírito comunitário que caracteriza a nossa cidade”.
A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, causou pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho. No sábado, outros dois homens morreram ao caírem de um telhado que estavam a reparar, um no concelho da Batalha e outro em Alcobaça. Na madrugada de domingo, um homem morreu no concelho de Leiria por intoxicação com monóxido de carbono com origem num gerador.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.
Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade, que foi prolongada este domingo, após uma reunião do Conselho de Ministros, até dia 08 de Fevereiro.
Receba as principais notícias no seu email e fique sempre informado.
© 2026 Diário Digital Castelo Branco. Todos os direitos reservados. Desenvolvido por Albinet