Castelo Branco: Terceira Pessoa inicia programa cultural com espetáculo em Bruxelas

A Terceira Pessoa, estrutura de Castelo Branco que desenvolve projetos artísticos, inicia o seu programa cultural para 2021, com a apresentação da sua criação "Senso Comum", com um espetáculo no Volksroom Brussels, Bélgica. 

  • Cultura
  • Publicado: 2021-01-12
  • Autor: Diário Digital Castelo Branco/Lusa

"Internacionalmente está planeada uma apresentação da criação 'Senso Comum' em Bruxelas, na Bélgica", explicam os diretores artísticos da Terceira Pessoa, Nuno Leão e Ana Gil.

A criação "Senso Comum - Uma Vaga Lembrança de um Espetáculo", vai ser apresentada no Volksroom Brussels (Salão Popular ou Teatro Popular), no próximo dia 01 de fevereiro.

Para o programa cultural de 2021, a Terceira Pessoa continua a contar com o apoio sustentado da Direção-Geral das Artes (DGArtes) para o desenvolvimento da sua atividade regular, bem como com o apoio financeiro e logístico do município de Castelo Branco.

No domínio da criação, a estrutura albicastrense vai desenvolver duas novas criações.

A primeira, intitulada "Tekné", é uma criação original em teatro que continua um trabalho de experimentação enquanto acontecimento que pode ser partilhado a nível estético e dramatúrgico com o espectador.

Esta pesquisa artística teve início com a criação do espetáculo "The Old Image of Being Loved" (2016), e foi mediada com a conceção de "Senso Comum - Uma Vaga Lembrança de um Espetáculo" (2018).

"Em 'Tekné' interessa-nos o confronto, pensamento e experiência daquilo que pode ser o fazer teatral, de como as suas convenções e fronteiras podem estar em constante redefinição, e como a máquina técnica pode ser um mecanismo que espoleta imaginários no espectador", referem Ana Gil e Nuno Leão.

A segunda criação, intitulada provisoriamente "Workshop QRCode", é uma instalação multimédia que instrumentaliza a visualização gráfica de códigos bidimensionais (QR Code).

A instalação recorre a diferentes medias (performance, vídeo, som, instalação), como elementos polifónicos no espaço presencial, testando os limites da comunicação e as possibilidades de informação, desafiando os espectadores com um labirinto a decifrar.

Ambas as criações têm um plano de apresentação e circulação por todo o território nacional, passando por locais como Castelo Branco, Covilhã, Guarda, Torres Vedras, Lisboa, Elvas, Faro, Coimbra e Porto.

No domínio da programação, a Terceira Pessoa apresenta a 2.ª edição do "Singular - Ciclo de criação artística pluridisciplinar".

Depois de ter a sua primeira edição no "atribulado" ano de 2020, o ciclo continua em 2021.

"Começar um novo ciclo de programação num ano como o de 2020 foi um enorme desafio. Um ano que nos obrigou a redefinir constantemente o que tínhamos planeado e a procurar formas alternativas de conseguir continuar a fazer as coisas. Isso fez com que, em conjunto com os artistas e projetos que recebemos em Castelo Branco, procurássemos alternativas para fazer as coisas", explicam os responsáveis pela estrutura.

No domínio do serviço educativo, continuam dois projetos já iniciados em 2020: O "Manifesta-te", de expressão artística, dirigido a jovens dos 13 aos 16 anos, e o "Cria em Casa", projeto pluridisciplinar que convida todas as pessoas a explorarem a sua criatividade, através de propostas experimentais e lúdicas, que funcionam nas plataformas 'online' da Terceira Pessoa.

A programação de 2021 também irá trazer à Fábrica da Criatividade, em Castelo Branco, artistas e projetos como Os Sampladélicos, de Tiago Pereira (mentor do projeto "A Música Portuguesa a Gostar Dela Própria") e Sílvio Rosado, a companhia da Covilhã ASTA - Teatro e Outras Artes, a estrutura de criação de Elvas "Um Coletivo", o artista e performer Miguel Bonneville e os artistas Ricardo Jacinto, Tiago Cadete e Pedro Barreiro.

A Terceira Pessoa tem ainda programada uma digressão de outras criações suas na programação do festival Rádio Faneca, em Ílhavo (projeto 23 Milhas), da Materiais Diversos, em Minde, e do Castelo de Artes - Encontros de Castelo Branco, nas Benquerenças.

"Continuamos a acreditar que o lugar que a cultura e as artes ocupam nas nossas vidas não é acessório, mas sim essencial. Esperamos conseguir cumprir todo o plano ao longo de 2021. Sabemos e estaremos prontos para os possíveis constrangimentos que possam surgir derivados da situação pandémica atual, que ainda se mantém. Mas tudo faremos para continuarmos o nosso trabalho com os artistas e públicos que nos acompanharão ao longo deste novo ano", concluem Ana Gil e Nuno Leão.

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