Ródão recebe duas etapas do Campeonato do Mundo de F2 de Motonáutica

Vila Velha de Ródão volta a ser capital mundial da motonáutica, nos dias 1 e 4 de Outubro, ao receber a segunda e terceira etapa do Mundial de GP2, nas respetivas datas. 

  • Desporto
  • Publicado: 2020-09-28
  • Autor: Diário Digital Castelo Branco

Trata-se da segunda maior categoria da modalidade de barcos de competição (powerboating), prova que  tem o grande atrativo de poder consagrar Duarte Benavente como campeão do mundo, ele que venceu a primeira etapa, no passado dia 19 de Setembro, na Lituânia.

Segundo informação a que o Diário Digital Castelo Branco teve acesso, esta é a primeira vez que Vila Velha de Ródão recebe a Fórmula 2, numa prova organizada pela Federação Portuguesa de Motonáutica, em parceria com a Câmara Municipal de Vila Velha de Ródão, e que conta com o apoio da Liqui Moly, o parceiro oficial da competição.

“É com entusiasmo que recebemos aqui uma prova do Campeonato do Mundo, não só pela projeção mundial que implica para o concelho em termos de promoção do território, mas também porque se trata de um reconhecimento do potencial desta zona do Tejo para a realização de desportos náuticos”, explica ao Diário Digital Luís Pereira, presidente, da Câmara Municipal de Vila Velha de Ródão. 

“Já no ano passado tivemos a oportunidade de colaborar com a Federação Portuguesa de Motonáutica num evento que se relevou uma experiência muito positiva, quer pela adesão do público, quer pela reação dos pilotos, que se mostraram entusiasmados com o plano de água e os desafios da pista”, refere o autarca, que acrescentou que a aposta neste evento se insere numa estratégia de investimento e promoção da frente ribeirinha de Vila Velha de Ródão.

“Vila Velha de Ródão encantou-me mesmo, é o melhor cenário que existe em Portugal para estes eventos e, ainda por cima, fica no interior, sendo eu um apaixonado pelas belezas do interior do país e um defensor acérrimo da descentralização”, declara, por seu lado, o presidente da Federação Portuguesa de Motonáutica, Paulo Ferreira.

Paulo Ferreira disse ao Diário Digital que “já no ano passado houve um público entusiasta”, tendo a certeza que “este ano voltará a ser assim”, deixando uma outra garantia: “Haverá o cumprir escrupuloso de todas as normas de segurança e sanitárias. Não facilitaremos um milímetro sequer perante a ameaça que é a Covid-19”.

Assim, a Federação Portuguesa de Motonáutica esclarece que, embora não esteja englobada na classificação de risco médio ou alto, não sendo por isso necessária autorização expressa da DGS, foi elaborado plano de contingência de acordo com todas as normas, diretrizes e orientações daquele organismo, tendo a prova apoio médico, o qual estará em constante sintonia com as autoridades de saúde. 

Da mesma forma, todos os intervenientes, nacionais e estrangeiros, serão alvo de testagem à presença de COVID-19, por forma a dissipar quaisquer fontes de propagação da doença no evento.

Sendo uma prova que terá a presença de público, a Federação Portuguesa de Motonáutica garante também que todas as medidas de mitigação e contingência estão asseguradas por forma ser mantido o distanciamento social.

Devido à pandemia, o calendário do Mundial foi reduzido a três etapas, tendo a primeira decorrido na Lituânia, no dia 19, com uma vitória do piloto português Duarte Benavente, no qual todas as esperanças estão depositadas. “Se o Duarte Benavente ganhar a primeira etapa em Vila Velha de Ródão é campeão do Mundo, o que nunca aconteceu em Portugal, numa fórmula como esta”, esclareceu Paulo Ferreira.

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