Festival de Teatro da Covilhã com oito espetáculos e mudanças impostas pela pandemia

 A edição deste ano do Festival de Teatro da Covilhã vai decorrer entre 24 de setembro e 03 de outubro e contar com oito espetáculos, num programa que teve de sofrer algumas alterações devido à covid-19, foi hoje anunciado.

  • Cultura
  • Publicado: 2020-09-10
  • Autor: Diário Digital Castelo Branco/Lusa

Alberto Pimenta, Jorge Amado, Abel Neves, Cervantes e o Nobel da Literatura Dario Fo, com Franca Rame, são alguns dos autores representados no certame.

"Neste momento o que gostamos mesmo é de poder fazer, de poder trabalhar novamente porque foram dois meses e meio terríveis e, portanto, já é bom nós podermos estar aqui a falar sobre o festival", apontou, em conferência de imprensa, Fernando Sena, diretor do Teatro das Beiras, companhia que tem sede na Covilhã, distrito de Castelo Branco, e que organiza o festival.

O evento já conta com 38 edições e volta a prometer "qualidade garantida", apesar do número de espetáculos inicialmente previsto ter sido reduzido, em consequência do período de confinamento, que levou algumas companhias a não conseguirem montar as peças a tempo.

"Com algumas conseguimos mudar para outros espetáculos, mas também temos uma companhia que não conseguirá estar presente", especificou Fernando Sena.

Outra das alterações prende-se com o próprio calendário do festival, que vai começar pela primeira vez em setembro. Tal acontece porque a companhia teve de reprogramar toda a atividade depois de uma paragem de dois meses e meio.

As sessões para a infância e juventude também terão moldes diferentes, desde logo por não se saber se sabe se as crianças vão poder sair das escolas para atividades extracurriculares.

Nesse sentido, as peças para os mais novos só terão uma sessão, que é apresentada fora do horário escolar (18:30), de modo a que os pais possam acompanhar os filhos.

Outra das contingências, que já é conhecida, prende-se com a redução do público, dado que a lotação é reduzida para metade, ou seja, cada sessão estará limitada a 45 espetadores.

Uma situação que não reduz a expectativa da organização, que lembra que o mais importante é "poder voltar ao contacto com o público".

O festival arranca no dia 24, às 21:30, com a peça "Discurso sobre o filho-da-puta", de Alberto Pimenta, pelo Teatro da Rainha.

No dia 25, à mesma hora, sobe à cena "Armazenados", de David Desola, pelo Teatro Art'Imagem, seguindo-se, no dia 26 o espetáculo "Libro de buen amor", clássico da literatura espanhola do século XIV, do Teatro Guirigai.

No dia 28, às 18:30, Krisalida Teatro apresenta "Plastikus", criação coletiva, e no dia 29, à mesma hora, o Teatro do Noroeste leva à cena a peça "O Gato Malhado e a Andorinha Cinha", inspirada no texto de Jorge Amado.

No dia 30, às 18:30, o Teatro do Montemuro apresenta "Germinação", sobre texto de Abel Neves.

"El licenciado Vidriera", da Karlik Danza Teatro, inspirado em Cervantes, está agendado para dia 02 de outubro, às 21:30.

O festival encerra dia 03 de outubro com a apresentação, às 21:30, de "Una donna sola", do Nobel da Literatura Dario Fo, com Franca Rame, do Teatro das Beiras.

Devido à covid-19, os bilhetes devem ser reservados previamente, sendo que o preço do bilhete geral para os cinco espetáculos da noite é de 25 euros.

O bilhete famílias custa 20 euros e inclui bilhete de adulto mais bilhete de criança para três dias.

O bilhete individual é no valor de seis euros, havendo desconto de 50% para maiores de 65 anos, jovens até aos 25 anos e sócios do Teatro das Beiras e Casa do Pessoal do Centro Hospitalar Universitários Cova da Beira.

O bilhete para crianças no espetáculo família custa dois euros.

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