Ródão: Parentalidade, educação e meditação juntam comunidade na Biblioteca Municipal

A Biblioteca Municipal José Baptista Martins (BMJBM), em Vila Velha de Ródão, promoveu nos dias 7 e 8 de fevereiro um conjunto de iniciativas no âmbito do programa “Dias de Saber” – que incluiu um workshop de meditação ministrado por Paulo Borges, a segunda sessão do ateliê “Tecer Histórias, Unir Corações” e uma palestra sobre educação e parentalidade –,  juntando um público interessado e de todas as idades.

  • Cultura
  • Publicado: 2020-02-15
  • Autor: Diário Digital Castelo Branco

Segundo informação a que o Diário Digital teve acesso, o programa “Dias de Saber” é uma nova atividade da BMJBM que integra o Plano Integrado e Inovador de Combate ao Insucesso Escolar, projeto no âmbito do qual se realizaram estas ações e que é cofinanciado pelo Centro2020, Portugal2020 e União Europeia, através do FSE, Fundo Social Europeu.

Dirigido a famílias, educadores e público em geral, o workshop de meditação ministrado por Paulo Borges decorreu no dia 7 de fevereiro e contou com duas sessões muito participadas, às 15h30 e às 17h30. Autor de livros sobre meditação e mindfulness, Paulo Borges explicou como a meditação está ao alcance de qualquer pessoa e implica um treino da mente para manter a atenção focada na experiência presente, sendo uma ferramenta extremamente útil para garantir uma melhor qualidade de vida e contribuir para a saúde mental.

No dia 8 de fevereiro, às 13h30, a atriz e figurinista Ana Reis dinamizou a segunda sessão do ateliê “Tecer Histórias, Unir Corações”. Dirigido a pais e educadores, o encontro procurou trabalhar o relacionamento interpessoal no seio da família, dotando os participantes de instrumentos que os ajudem a trabalhar aspetos como a atenção e a concentração ou desenvolver nos seus filhos o gosto pela leitura e pela expressão artística.

No mesmo dia, às 15h00, Marta Chaves e Albertina Pena juntaram-se para falar sobre educação e parentalidade, numa palestra que teve como mote a frase de Maria Gabriela Llansol, “Os dias em que nada se aprende fazem parte do saber”.

Psicóloga e psicoterapeuta, Marta Chaves falou acerca da sua experiência de trabalho junto de famílias e jovens com problemas ao nível comportamental e de saúde mental, destacando a importância da família e das instituições na identificação precoce destas questões e na promoção de estímulos que contribuam para a sua prevenção. Já a professora Albertina Pena refletiu sobre a experiência de Maria Gabriela Llansol nos anos 70, na Bélgica, onde fundou duas escolas para acolher filhos de outros exilados políticos e estudantes estrangeiros, baseadas no princípio da autonomia dos alunos, na interdisciplinaridade e na não hierarquização de saberes.

No dia 7 de fevereiro, às 14h30, decorreu ainda o primeiro encontro do Coincidir, um novo espaço de conversas a partir de textos de Agostinho da Silva. Esta primeira sessão teve como convidado o professor Paulo Borges, membro da direção da Associação Agostinho da Silva, que caraterizou os objetivos da rede Irmânias e explicitou o conceito de vida conversável, usando para o efeito textos do reconhecido filósofo português.

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