Por: Cristina Valente/Lusa
A Assembleia Municipal de Castelo Branco aprovou, por maioria, o orçamento da Câmara para 2018. O orçamento, de 47,6 milhões de euros, mais 100 mil euros face ao aprovado para 2017, visa concretizar "uma estratégia bem pensada" para Castelo Branco, segundo o presidente do município, Luís Correia (PS).
A Assembleia Municipal de Castelo Branco aprovou, por maioria, o orçamento da Câmara para 2018.
As Grandes Opções do Plano e o Orçamento para 2018 da Câmara de Castelo Branco foram aprovados com os votos favoráveis do PS, que lidera o executivo, votos contra do Bloco de Esquerda (BE) e PSD, e abstenções do CDS-PP e da CDU.
O orçamento é de 47,6 milhões de euros, mais 100 mil euros face ao aprovado para 2017, e visa concretizar "uma estratégia bem pensada" para Castelo Branco, segundo o presidente do município, Luís Correia (PS).
"É um orgulho apresentar um orçamento com este volume de investimento em obra material. Mas, não ficamos apenas no material, também conseguimos concretizar muito da área imaterial, na cultural e no social. Não nos ficámos por aqui e é visível o apoio à economia, empreendedorismo e inovação", afirmou o autarca.
Luís Correia realçou que este orçamento não gere apenas a herança que recebeu, mas que concretiza uma estratégia para o desenvolvimento de Castelo Branco, "indo a todas as áreas do material e do imaterial".
A bancada do PSD lamentou que o documento não tenha tido em consideração as propostas dos sociais-democratas e defendeu que a Câmara devia apostar em "mais e melhor emprego, mais turismo, mais apoio à fixação de jovens, natalidade e às empresas”.
Para o líder da bancada do PSD, José Alberto Duarte, as verbas inscritas para o turismo são "claramente deficitárias" e o investimento permanece ao nível do anterior orçamento.
"É preciso trazer mais empresas para o concelho, custe o que custar", frisou.
José Alberto Duarte concordou ainda com as críticas que o CDS-PP fez em relação às verbas inscritas no documento (de 900 mil euros) para a proteção civil e combate aos incêndios.
O CDS-PP apelidou de "pouco ambiciosa" a verba para os serviços da ordem pública, proteção civil e combate aos incêndios florestais, Francisco Oliveira Martins, afirmou que é escassa, sobretudo, quando comparada com outras rubricas.
O deputado recordou que, se houver uma descentralização de competências da administração central para os municípios, "isto [900 mil euros] não chega".
"Quando temos este problema gravíssimo [fogos florestais] e temos rubricas com três milhões de euros, 1,7 milhões de euros inscritas e, para a segurança, 900 mil, parece-me haver aqui um desequilíbrio. Vamos tomar uma posição porque não concordamos com esta discrepância brutal", concluiu.
A deputada da CDU, disse "não concordar com a totalidade do documento".
Por último, a bancada do PS, através de João Miguel Pereira, recordou que este é o quinto orçamento socialista e que se insere numa "linha de continuidade, com 47 milhões de euros de investimento".
"Nas Grandes Opções do Plano, com 32 milhões de euros, 78% estão afetos às funções económicas e sociais. Equipa que ganha, não se mexe", sustentou.
João Miguel Pereira adiantou ainda que se trata de um orçamento "com os pés assentes na terra e os olhos postos no futuro".
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