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Região 23 de dezembro de 2017

Vila Velha de Ródão: Celtejo desafia caluniadores a apresentar provas com "rigor científico"

Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa

A Celtejo desafiou aqueles que têm caluniado a empresa a demonstrarem “com rigor científico” as análises que provam essas mesmas calunias, depois de ter instaurado um processo ao ambientalista Arlindo Marques.

A Celtejo desafiou aqueles que têm caluniado a empresa a demonstrarem “com rigor científico” as análises que provam essas mesmas calunias, depois de ter instaurado um processo ao ambientalista Arlindo Marques.

A Celtejo gostaria de desafiar todos aqueles que têm vindo a caluniar a empresa a demonstrarem com rigor científico as análises nas quais consubstanciam essas mesmas calúnias”, pode ler-se no comunicado da empresa, publicado na sua página oficial do ‘Facebook’.

A Celtejo - Empresa Celulose do Tejo, SA, instalada em Vila Velha de Rodão, Castelo Branco, instaurou a Arlindo Marques, guarda prisional de profissão e conhecido no distrito de Santarém como o "guardião do Tejo", um processo por aquele associar os episódios de poluição no Tejo à empresa, reclamando o pagamento de 250 mil euros por danos atentatórios do seu bom nome.

Em causa estão, segundo o processo, a que Lusa teve acesso, "afirmações que têm por objetivo gerar na opinião pública a ideia de que a autora [do processo] é responsável, ou co-responsável, pela alegada poluição do rio Tejo".

A agência Lusa questionou a empresa sobre este processo, tendo a Celtejo remetido para o comunicado publicado na página do 'facebook', no qual sublinha ser uma empresa com mais de 50 anos de história que sempre teve no “seu espirito a adoção das mais modernas tecnologias e o respeito pela segurança do ambiente”.

No mesmo documento, a empresa revela que recentemente “tem sido regularmente acusada na praça pública por parte de determinados intervenientes, não obstante cumprir os elevados padrões a que está sujeita, quer pela regulação europeia, quer pela regulação nacional, de ser a principal fonte da poluição no Tejo”.

A Celtejo refere também que, apesar das acusações, sem nunca mencionar nomes, nunca agiu contra quem “sistematicamente produz informações e declarações falsas, sem qualquer rigor científico”.

A defesa do Tejo não pode ser feita em cima de calúnias e de populismos fáceis, mas com rigor, escrutinando as fontes poluidoras ao longo do curso do rio e atuando sobre as mesmas de modo a lhes por cobro”, segundo o documento.

Desta forma, a empresa avança que “pela sua relevância económica e social, pelas dezenas de milhões de investimentos que está a realizar, não está disposta a ser caluniada impunemente e agirá, pelos meios que um Estado de Direito lhe confere, contra todos aqueles que o façam”.

O processo, entregue no Tribunal Judicial de Santarém, tem a data de 12 de dezembro de 2017 e reclama do réu 250 mil euros acrescidos de juros de mora até integral pagamento para "compensar a autora pelos danos sofridos por causa da ofensa cometida".

O processo, com 90 páginas, é sustentado com imagens publicadas nas redes sociais e cópias de notícias de vários órgãos de comunicação social com denúncias e entrevistas do ambientalista que a Celtejo considera difamatórias.

"Ao longo dos últimos meses, o réu tem vindo a proferir, de forma reiterada e através de meios e plataformas que facilitam a sua divulgação, afirmações que atentam contra o bom nome, a credibilidade e o prestígio da autora", pode ler-se na acusação.

 

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