Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
A Quercus manifestou satisfação com a aprovação dos projetos de prevenção estrutural contra incêndios e de restauro no Tejo Internacional, Reserva da Malcata e Monumento Natural das Portas de Ródão.
A Quercus manifestou satisfação com a aprovação dos projetos de prevenção estrutural contra incêndios e de restauro no Tejo Internacional, Reserva da Malcata e Monumento Natural das Portas de Ródão.
"Houve um desinvestimento muito significativo nos últimos anos em relação aos parques e reservas naturais. Por isso, qualquer iniciativa para tentar repor a normalidade no funcionamento destas estruturas é positiva", afirmou à agência Lusa Samuel Infante, da Quercus.
O Governo, através de uma resolução do Conselho de Ministros, aprovou projetos de prevenção estrutural contra incêndios e de restauro nos Parques Naturais do Tejo Internacional, na Reserva Natural da Serra da Malcata e no Monumento Natural das Portas de Ródão, todos no distrito de Castelo Branco.
O ambientalista realça que estas são áreas de "grande responsabilidade" e que se pretende que sejam um modelo de desenvolvimento sustentável, pelo que adianta que faz todo o sentido as recentes melhorias introduzidas pelo Governo em relação a estas áreas protegidas.
"Nos últimos anos estes territórios debateram-se com falta de recursos humanos e logísticos que têm efeitos numa área protegida. A questão é transversal a todas as áreas protegidas do país", disse.
Na sequência da aprovação do plano piloto para o Parque Natural da Peneda Gerês, após os incêndios que o assolaram em 2016, o Governo decidiu replicar, com as devidas adaptações, este plano em duas áreas protegidas atingidas por fogos de 2017, o Parque Natural do Douro Internacional e o Monumento Natural das Portas de Ródão.
Decidiu ainda levar a efeito uma intervenção de caráter preventivo em três outras áreas que incluem os Parques Naturais do Tejo Internacional e de Montesinho e a Reserva Natural da Serra da Malcata.
Com a aprovação destes projetos, pretende-se promover a prevenção estrutural contra incêndios e restaurar áreas florestais relevantes para a conservação da natureza que foram percorridas por incêndios em 2017 e mobilizar equipamentos e meios para a execução das ações no domínio da prevenção, da vigilância e da recuperação de habitats.
Pretende-se ainda promover a gestão e a valorização dos recursos naturais, assegurando a manutenção dos sistemas ecológicos essenciais e os suportes de vida, reforçando, com outros usos, a salvaguarda da biodiversidade e assegurar a informação, a sinalização, a sensibilização, a participação e a mobilização da sociedade para a conservação do património natural em presença.
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