Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
Luís Barroso, de 58 anos, funcionário de uma empresa de segurança, é o candidato do Bloco de Esquerda (BE) à Câmara de Castelo Branco nas eleições autárquicas de outubro, disse hoje o próprio à agência Lusa.
Luís Barroso, de 58 anos, funcionário de uma empresa de segurança, é o candidato do Bloco de Esquerda (BE) à Câmara de Castelo Branco nas eleições autárquicas de outubro, disse hoje o próprio à agência Lusa.
"Apresento-me como candidato à Câmara Municipal de Castelo Branco por respeito para com todos os albicastrenses que acreditam que na política não vale tudo, que ainda existem princípios, valores sociais e que a política é um ato nobre", explicou o candidato do BE.
Luís Barroso diz que está consciente de que pode contribuir para uma nova forma de fazer política autárquica, "mais participativa e transparente", baseada na experiência que acumulou ao longo de vários anos como membro das assembleias de freguesia e municipal de Castelo Branco.
"De há quatros anos para cá mudaram-se os protagonistas da governação, mas não as políticas. A política autárquica no concelho de Castelo Branco necessita urgentemente de um 25 de Abril. Continua a existir um grande défice na transparência autárquica, pelo que iremos defender diretivas que assegurem o livre acesso dos cidadãos à informação pública produzida nas autarquias", afirma.
Para o efeito, o candidato bloquista propõe a criação de um livro de registo de interesses dos eleitos locais, "dando-se a devida publicidade ao que nele conste no que diz respeito a todas as atividades suscetíveis de gerarem incompatibilidades ou impedimentos e, bem assim, quaisquer atos que possam proporcionar proveitos financeiros ou conflitos de interesses".
A alteração dos regimentos da Assembleia Municipal e das Assembleias de Freguesia e a limitação do recurso da contratação pública por ajuste direto, de forma a combater "o clientelismo e as soluções menos vantajosas" para a autarquia integram o vasto conjunto de propostas do BE.
Luís Barroso defende ainda a implementação do orçamento participativo como um bom exercício de cidadania.
"Defendemos a qualidade ambiental da albufeira de Santa Águeda/Marateca e a criação de um plano de emergência para a mesma. A mobilidade através das ciclovias e das bicicletas elétricas partilhadas continuam a ser esquecidas e não passamos de estudos e mais estudos para entreter, com reais prejuízos para a qualidade de vida de quem aqui vive e nos visita", frisou.
O candidato do BE mostra-se ainda preocupado com a política florestal, de prevenção, vigilância e combate a incêndios e de proteção civil.
Neste âmbito, propõe a criação de um Conselho Municipal de Proteção Civil que assuma como risco principal as ondas de calor que produzem duas frentes de calamidade na saúde e na floresta e a implementação de um sistema automático de deteção de fogos nascentes.
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