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Região 14 de agosto de 2017

Fundão: A23 cortada devido ao fogo em Castelo Novo

Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa

A Autoestrada da Beira Interior (A23) foi cortada hoje às 19:05, entre o Fundão e Lardosa, distrito de Castelo Branco, devido ao incêndio que lavra naquela zona e que já está a entrar na aldeia histórica de Castelo Novo.

A Autoestrada da Beira Interior (A23) foi cortada hoje às 19:05, entre o Fundão e Lardosa, distrito de Castelo Branco, devido ao incêndio que lavra naquela zona e que já está a entrar na aldeia histórica de Castelo Novo.

"O fogo rodeou a aldeia e já temos zonas da aldeia a arder", disse à agência Lusa, às 19:40, o presidente da Câmara Municipal, Paulo Fernandes.

Segundo o autarca, as pessoas estão a ser retiradas das casas e a ser concentradas no centro da aldeia, já que "não estão reunidas as condições de segurança" para as retirar desta aldeia histórica.

Este fogo obrigou também ao encerramento da A23, entre o nó de Fundão Sul e o nó da Lardosa, já no concelho de Castelo Branco, não havendo previsão quanto à sua reabertura, segundo disse à Lusa, fonte da Scutvias, a concessionária da A23.

O incêndio levou também ao corte da estrada nacional 18, entre as localidades de Alpedrinha e Vale de Prazeres, e das estradas municipais entre Souto da Casa e Alcongosta, e entre Casal da Serra e São Vicente da Beira, esta última no concelho de Castelo Branco, indicou o Comando Distrital de Operações de Socorro de Castelo Branco.

Este fogo começou na localidade de Louriçal do Campo, concelho de Castelo Branco, às 01:27 de domingo, e, entretanto, progrediu para o concelho do Fundão, onde entrou cerca das 17:00 do mesmo dia, mantendo-se fortemente ativo durante toda a noite e dia de hoje, e tendo já passado por várias freguesias da encosta da Serra da Gardunha.

Às 19:40, o combate às chamas estava a ser feito por 233 operacionais, auxiliados por quatro meios aéreos, segundo a informação disponibilizada na página da internet da Autoridade Nacional de Proteção Civil.

Cerca de uma hora antes, em declarações à Lusa, o presidente da Câmara do Fundão, Paulo Fernandes, já tinha apelado publicamente às autoridades nacionais para que procedam a um reforço dos meios, salientando que o fogo "está completamente descontrolado".

 

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