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Região 22 de março de 2017

Proença-a-Nova comemorou Dia Internacional da Floresta com árvores fossilizadas

Por: Diario Digital Castelo Branco

No dia em que mundialmente se comemora o Dia das Florestas, o Centro Ciência Viva (CCV) da Floresta inaugurou a exposição “A Floresta Tropical do Pejão de há 300 milhões de anos” que representa uma oportunidade para conhecer o passado geológico e as características da floresta dessa época no território de Portugal.

No dia em que mundialmente se comemora o Dia das Florestas, o Centro Ciência Viva (CCV) da Floresta inaugurou a exposição “A Floresta Tropical do Pejão de há 300 milhões de anos” que representa uma oportunidade para conhecer o passado geológico e as características da floresta dessa época no território de Portugal.

Para o presidente da Câmara Municipal de Proença-a-Nova, este foi um modo diferente de assinalar o 21 de março de 2017. “É uma forma original de comemorar o Dia da Floresta sabendo que ela preenche o nosso mundo há 300 milhões de anos. De acordo com esta escala, a longevidade do ser humano é um segundo e aquilo que o mundo foi capaz de realizar - a nossa identidade - está retido nestas rochas”. João Lobo destaca, em comunicado de imprensa, o dinamismo do CCV da Floresta e a parceria que estabeleceu com o Município de Castelo de Paiva na cedência do espólio que compõe a exposição e que pode ser visitada gratuitamente até 10 de junho.

As pedras com fósseis das florestas foram coletadas por António Patrão no couto mineiro do Pejão, em Castelo de Paiva. Presente na inauguração, mostrou-se muito satisfeito por estar em Proença-a-Nova com as pedras que recolheu e a informação que transmitem.

“A floresta agora é muito diferente.  Olhando para um jardim há flores diversas, mas no tempo destes fósseis não havia flores. As pedras são às vezes um pouco monótonas para quem as vê a primeira vez, mas há sempre um motivo de muito interesse pela variedade de formas”, considerou. Liliana Ferreira, geóloga, fez de seguida uma visita guiada à exposição, traduzindo a história que as rochas contam e que remontam a um tempo em que existia apenas um continente – a Pangeia – e Castelo de Paiva localizava-se junto ao Equador, com clima tropical. “As florestas eram muito densas, tinham plantas muito grandes e insetos de grandes dimensões. Explorando os fósseis que estão aqui, e outros da mesma época, sabemos que havia árvores que chegavam a ter um metro e meio de diâmetro e podiam atingir 30 metros de altura”. Os alunos do 8º ano presentes na inauguração ficaram a conhecer a importância das rochas no estudo do planeta. “O nosso trabalho como geólogos é saber ler as pedras”, referiu a geóloga.

Para assinalar o Dia Internacional das Florestas, o Município encontra-se a dinamizar a atividade “Troque resíduos por plantas”. Foram entregues 39 árvores a 14 munícipes, mas a iniciativa decorre até sexta-feira, mediante marcação prévia na Câmara Municipal.

A Autarquia recebe uma planta em troca de cinco carregadores obsoletos ou 25 pilhas usadas ou 10 tinteiros usados. No domingo, 26 de março, realiza o dia de voluntariado dos projetos Florir Portugal e Fénix – Renascer das Cinzas pela Floresta, estando a decorrer inscrições que podem ser formalizadas na Câmara Municipal, Posto de Turismo ou CCV da Floresta.

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