Por: Diario Digital Castelo Branco
A Santa Casa da Misericórdia do Fundão (SCMF) em colaboração com a Universidade da Beira Interior (UBI) realizou nos dias 3 e 4 de março o congresso “Misericórdia do Fundão Quinhentos Anos de Solidariedade”.
A Santa Casa da Misericórdia do Fundão (SCMF) em colaboração com a Universidade da Beira Interior (UBI) realizou nos dias 3 e 4 de março o congresso “Misericórdia do Fundão Quinhentos Anos de Solidariedade”. O encontro que reuniu investigadores de todo o país contou com a presença da presidente da Academia Portuguesa de História, Manuela Mendonça e serviu para reforçar a importância história das Misericórdias enquanto entidades de natureza social e cultural. Manuela Mendonça sublinhou a importância do “percurso secular de uma casa de bem-fazer”, enaltecendo o papel das Misericórdias e as obras sociais que lhe dão vida.
Além de Manuela Mendonça, que também integrou a Comissão Científica do congresso, destaque-se a presença e participação do professor catedrático UBI António Santos Pereira que, além de integrar a mesma Comissão Científica, foi orador na conferência inaugural do encontro. Considerando que “as obras de Misericórdia devem ser vistas como um hino à vida”, António Santos Pereira vincou que a Misericórdia “cumpriu e cumpre um amplo serviço social, cultural, financeiro que sustentou uma das economias mais prósperas da Beira, a do Fundão”.
Durante dois dias os professores e investigadores, Joaquim Candeias da Silva, Maria da Graça Vicente, Clara Vaz Pinto, Joana Balsa de Pinho, Mónica Gonçalves, Joana Bizarro, Pedro Salvado, Ricardo Silva, Lourenço Marques, João Cosme, Maria Manso e José António Martins levaram os congressistas numa viagem histórico-cultural que lhes permitiu conhecer a importância da SCMF nos domínios da assistência e solidariedade, no património arquitetónico e artístico ou na paisagem religiosa do território.
Todas as intervenções farão parte de um livro de atas que a SCMF editará e cujo conteúdo marcará de forma indelével a compreensão e estudo da história da Misericórdia do Fundão.
Nessa altura será possível compreender as “singularidades” da planta retangular da igreja da Misericórdia e outras iconografias religiosas “com forte pendor penitencial” de que falou a investigadora Joana Balsa de Pinho, ou o percurso do fundanense José da Cunha Taborda cuja obra mereceu a intervenção da investigadora Mónica Gonçalves. O trabalho académico daquela oradora no Congresso ajudará a compreender o percurso de “um bom pintor que em certa medida foi desprezado na história de arte do século XIX”, vincou Mónica Gonçalves quando abordou a trajetória artística do pintor régio que pintou o quadro de Nossa Senhora da Misericórdia.
Tratou-se de “um enriquecedor” encontro de partilha e aprendizagem que “muito orgulha” a SCMF e o Fundão como o sublinharam Jorge Gaspar, provedor da instituição e Paulo Fernandes presidente no Município do Fundão.
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