Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
O vereador do PSD na Câmara Municipal de Castelo Branco Paulo Moradias questionou hoje o executivo socialista por causa do desaparecimento de uma placa que dava conta de que o centro nevrálgico da judiaria na cidade era a Rua D'Ega.
O vereador do PSD na Câmara Municipal de Castelo Branco Paulo Moradias questionou hoje o executivo socialista por causa do desaparecimento de uma placa que dava conta de que o centro nevrálgico da judiaria na cidade era a Rua D'Ega.
"Existia uma placa na Rua D'Ega que dizia que ali era a zona da antiga judiaria. A judiaria mudou de sítio e a memória da Rua D'Ega foi apagada", afirmou Paulo Moradias.
De acordo com o vereador social-democrata, que falava na reunião pública do executivo municipal, há alguns anos iniciou-se um trabalho de levantamento na zona histórica de Castelo Branco, feito então pelo arquiteto José Afonso, que apontava aquela rua como o centro nevrálgico da judiaria.
"A placa desapareceu. Ou os trabalhos feitos pelo arquiteto não tinham qualidade ou estavam incompletos, ou então há novos trabalhos e se esse foi o motivo da troca da judiaria, então a câmara deve ter recorrido a outros peritos para dizer que, afinal, a judiaria tinha mudado de sítio", questionou.
A resposta às dúvidas levantadas por Paulo Moradias veio através do vereador socialista responsável pelo pelouro da cultura, que inicialmente disse que na placa que estava no início da Rua D'Ega estava escrito "provável" judiaria.
Fernando Raposo explicou ainda que foi contactada uma investigadora e a autarquia foi confrontada com um documento que apontava a Rua Nova como judiaria no século XIV.
"Neste momento, temos documentos que provam que a Rua Nova foi judiaria. Quanto à Rua D'Ega, não há documento que o confirme, mas apenas um indício que levou o arquiteto José Afonso a admitir a hipótese de ser ali a judiaria", sustentou.
Segundo o vereador socialista, entendeu-se que enquanto não houvesse uma fonte documental que comprovasse a judiaria na Rua D'Ega decidiu-se retirar a placa, que foi colocada na Rua Nova.
"É isto que se passa de acordo com a investigação feita e permite assumir [a Rua Nova como judiaria], porque há uma fonte documental", disse.
Já o presidente da Câmara de Castelo Branco, Luís Correia, disse que não é, nem pretende ser, historiador: "A preocupação que tive foi que este assunto fosse tratado o melhor possível em termos científicos e que os entendidos pudessem conversar entre si".
O autarca sublinhou ainda que aquilo que foi feito (retirada da placa da Rua D'Ega), "foi feito em concordância total com os investigadores".
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