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Região 23 de junho de 2016

Boom Festival apoia projetos sociais da região

Por: Diario Digital Castelo Branco

Reconhecido internacionalmente pela sua política de sustentabilidade ambiental, o Boom aposta cada vez mais na vertente social para apoiar um distrito crescentemente envelhecido e despovoado.

Reconhecido internacionalmente pela sua política de sustentabilidade ambiental, o Boom aposta cada vez mais na vertente social para apoiar um distrito crescentemente envelhecido e despovoado.

No mapa das estatísticas e dos números, o interior fica a perder. As paisagens, o valor patrimonial e cultural, as tradições são argumentos a favor, mas não se traduzem nas percentagens que há décadas teimam em descer. Na verdade, nem todas, refere o comunicado enviado ao Diário Digital Castelo Branco.

A do envelhecimento da população mantém a tendência de crescimento, quando o número de nascimentos teima em cair. Não é fácil viver na Beira Interior. Ganha assim relevância aqueles que, tendo optado por “ficar”, se dedicam a apoiar os que muitas vezes não têm alternativas. Este é o papel de instituições como as que o Boom Festival tem vindo a apoiar desde 2014. Dois anos depois o que cresceu graças ao Boom Karuna Project?

Centro de Estudos e Recuperação de Animais Selvagens (CERAS) da Quercus – Núcleo de Castelo Branco, AERID – Associação Educar, Reabilitar, Incluir Diferenças e Sementes do Interior foram os projetos que beneficiaram de 11 mil euros, resultantes de parte das receitas da edição de 2014 do Boom Festival.

O Boom Karuna (“compaixão” em sânscrito) Project “é mais um passo em frente na construção de um mundo menos díspar socialmente e é um projeto para manter nesta e em edições futuras”, revela Artur Mendes, da organização do Boom Festival.

Segundo os Censos de 2011, na década anterior, Idanha-a-Nova foi o quarto município do país a perder mais habitantes, com uma quebra de 16,7%. Por sua vez, o Anuário Estatístico da Região Centro de 2014 (Instituto Nacional de Estatística) atribui ao concelho da Beira Baixa um Índice de Envelhecimento de 425,4. Ou seja, num município em que vivem apenas 6,3 pessoas por cada Km2, existem mais de 420 idosos por cada 100 jovens.

“Sendo conhecidos os problemas sociais existentes no país, e nesta região em particular, decidimos apoiar três instituições que fazem um trabalho notável e que contribuem para o desenvolvimento humano. Optámos também por privilegiar causas que valorizam o território local, que têm sempre mais dificuldade de se financiarem”, justifica Artur Mendes.

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