Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
A Câmara Municipal do Fundão solicitou ao Governo reuniões com o objetivo de voltar a reivindicar a instalação da Unidade de Medicina Nuclear no hospital desta cidade, disse o autarca, Paulo Fernandes.
A Câmara Municipal do Fundão solicitou ao Governo reuniões com o objetivo de voltar a reivindicar a instalação da Unidade de Medicina Nuclear no hospital desta cidade, disse o autarca, Paulo Fernandes.
Durante a Assembleia Municipal realizada na segunda-feira, o autarca especificou que já tinha solicitado uma audiência ao ministro da Saúde, pedido que foi reencaminhado para o secretário de Estado, depois de este ter, recentemente, anunciado em Viseu que o Governo pretende tomar rapidamente uma decisão sobre a instalação de um serviço de radioterapia na região que abrange os distritos da Guarda, Viseu e Castelo Branco.
O Fundão há vários anos que reivindica a instalação da Unidade de Medicina Nuclear (que também poderá englobar um serviço de radioterapia), num investimento que deverá ser integralmente assumido pela autarquia local.
Segundo informação da autarquia, o projeto está já inscrito no plano de desenvolvimento estratégico do Centro Hospitalar da Cova da Beira, num protocolo tripartido estabelecido entre esta unidade de saúde, o município fundanense e a Santa Casa da Misericórdia do Fundão e que conta ainda com o apoio das unidades locais de saúde de Castelo Branco e da Guarda, bem como da Comunidade Intermunicipal das Beiras e Serra da Estrela.
Ainda assim, até à data, não obteve luz verde por parte da tutela.
Uma demora que já foi por diversas vezes criticada e que continua a preocupar, conforme sublinhou o grupo municipal do PSD, que lembrou as recentes declarações do secretário de Estado da Saúde e assumiu o receio de que o equipamento venha a ser instalado noutro local.
"Temo bem que, mais uma vez, esta ponderação seja para colocar este equipamento noutro território. Todos sabemos, e eu já o disse aqui de forma muito frontal, que o que estava em jogo era a colocação neste território mais desfavorecido ou noutro território em que, eventualmente, este equipamento fosse mais rentável. Pois bem, estas declarações do senhor secretário de Estado não me deixam minimamente confortado", disse Carlos São Martinho.
Sublinhando que está "muito preocupado e cético", o social-democrata apelou ainda a que o PS local "pressione" o Governo para que "de uma vez por todas" tome uma decisão.
Por seu turno, Paulo Fernandes, que em novembro de 2014 chegou a ameaçar entregar o cartão de militante do PSD se não obtivesse uma resposta relativamente ao andamento do dossiê, defendeu a ideia de que é "importantíssimo" existir um "pacto de regime local" em torno das questões da Saúde.
No que concerne à Unidade de Medicina Nuclear, o autarca começou por revelar que, nesse ponto, tem havido uma "tensão" entre as regiões de Dão/Lafões e Beiras e Serra da Estrela, que "tem sido um dos fatores mais importantes, eventualmente, nesta decisão sobre se a Medicina Nuclear em Viseu ou no Fundão são duas coisas incompatíveis".
Assumiu, igualmente, que também está preocupado com as recentes declarações do secretário de Estado da Saúde.
"Não tendo havido, para já, um contacto mais direto com o atual secretário de Estado, preocupa-me a quem é que se poderia estar a referir e no seguimento do quê", apontou.
O autarca sublinhou ainda que o Fundão foi o primeiro a reivindicar uma Unidade de Medicina Nuclear na Beira Interior e reiterou a exigência de que a mesma fique neste concelho do distrito de Castelo Branco.
"Espero que de uma vez por todas, o mérito de uma ideia, o mérito de um processo, o mérito de um modelo relativamente a algo tão sério como a Medicina Nuclear seja reconhecido e seja traduzido em concreto no quadro da decisão e que seja evidentemente no Fundão", exigiu.
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