Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
A taxa diretora do Banco Central Europeu (BCE) deverá ficar este mês nos 1,50 por cento devido ao abrandamento económico da zona euro e ao ressurgimento da crise da dívida soberana, mas os economistas antecipam um aumento este ano.
A taxa diretora do Banco Central Europeu (BCE) deverá ficar este mês nos 1,50 por cento devido ao abrandamento económico da zona euro e ao ressurgimento da crise da dívida soberana, mas os economistas antecipam um aumento este ano.
“Não estamos à espera de alterações este mês”, disse à agência Lusa a economista do BPI Paula Carvalho, referindo-se à reunião do Conselho de Governadores do BCE, que decorre hoje na cidade alemã de Frankfurt.
A mesma opinião é partilhada por Ramiro Loureiro, analista do Millennium BCP, para quem “o mercado está a antecipar a manutenção nos 1,50 por cento”, disse a partir do consenso dos economistas consultados pela agência de informação financeira Bloomberg.
O BCE reviu a taxa de referência para a zona euro para 1,50 por cento em julho, no segundo aumento deste ano. O primeiro aumento, de 25 pontos base, deu-se em abril, depois de quase dois anos no mínimo histórico de um por cento.
No entanto, o abrandamento económico da zona euro e o ligeiro recuo da inflação, que se situou nos 2,5 por cento em julho face aos 2,7 por cento do mês anterior, deverão contribuir para este cenário.
A intensificação da crise da dívida soberana também deverá ser tida em conta depois de, na terça-feira, o ‘spread’ dos títulos espanhóis a 10 anos face aos títulos alemães (referencial para a Europa) ter superado durante cerca de 30 minutos os 400 pontos base, o máximo desde a entrada do país na zona euro, em 1999.
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