Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
O PSD de Castelo Branco defendeu esta 2ª-feira que a autarquia do concelho liderada pela maioria socialista deve aplicar uma redução, "no todo ou em parte", das tarifas de água e saneamento pagas pelos munícipes.
O PSD de Castelo Branco defendeu esta 2ª-feira que a autarquia do concelho liderada pela maioria socialista deve aplicar uma redução, "no todo ou em parte", das tarifas de água e saneamento pagas pelos munícipes.
Em conferência de imprensa, os dois vereadores do PSD disseram que os preços pagos pelo município pelo metro cúbico de água passaram dos 0,64 euros para os 0,56 euros e no saneamento o valor passou de 0,65 para 0,51 euros a partir de 01 de julho de 2015, fruto do processo de reorganização que se verificou no setor.
"Verificou-se uma redução superior a 12% no preço pago na água e de 22% no saneamento. Obviamente que todos esperávamos logo a partir de julho que em todo ou em parte esta redução se viesse a refletir nas faturas de todos nós. Agora isso não aconteceu ", referiu o vereador social-democrata Paulo Moradias.
Paulo Moradias adiantou não fazer qualquer sentido o argumento usado pelo executivo socialista de que nos últimos cinco ou seis anos os valores das tarifas não sofreram quaisquer alterações.
"Não faz sentido nenhum porque aquilo a que assistimos nos últimos cinco anos é que os resultados líquidos demonstram um superávite dos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (SMAS), em que o pior ano foi de 1,2 milhões de euros", sustentou.
O social-democrata sublinhou ainda que nos últimos cinco anos o superávite dos SMAS de Castelo Branco "tem sido sempre superior a um milhão de euros e, nomeadamente nos últimos quatro anos, sempre superior a 1,5 milhões de euros".
"Pensamos nós que está completamente justificado que, neste momento, a câmara aplicasse em todo ou em parte uma redução de tarifa. Se aplicasse no todo também não estava a fazer favor nenhum", disse.
Perante os resultados obtidos pelos SMAS de Castelo Branco, o vereador social-democrata reforça a ideia de que "cai por terra" qualquer argumento sobre a manutenção das tarifas nos últimos cinco anos.
"Acho que temos o direito de questionar porque é que nos últimos cinco anos já não houve redução de tarifas", concluiu.
O presidente da Câmara Municipal de Castelo Branco, Luís Correia, não quis prestar quaisquer declarações sobre este assunto.
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