Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
Os deputados do PS eleitos pelo círculo de Castelo Branco questionaram o Ministério da Saúde sobre as garantias de acesso a serviços de urgência das populações de Idanha-a-Nova, Oleiros, Penamacor e Sertã.
Os deputados do PS eleitos pelo círculo de Castelo Branco questionaram o Ministério da Saúde sobre as garantias de acesso a serviços de urgência das populações de Idanha-a-Nova, Oleiros, Penamacor e Sertã.
Segundo os socialistas Hortense Martins e Eurico Brilhante Dias, o distrito de Castelo Branco tem alguns concelhos que apresentam dos mais baixos índices de densidade populacional e com um elevado índice de envelhecimento das suas populações, "o que suscita especiais necessidades de cuidados de saúde, quer primários, quer hospitalares, atendendo à prevalência de doenças crónicas e incapacitantes".
Os deputados consideram que a esta realidade acrescem ainda as dificuldades na rede de transportes e as assimetrias geográficas que "agravam ainda mais a dificuldade de deslocação destas populações e o seu acesso aos equipamentos prestadores de cuidados de saúde".
"Há ainda freguesias (de Idanha-a-Nova, Sertã, Penamacor e Oleiros) que distam mais de uma hora do hospital de referência mais próximo (Hospital Amato Lusitano de Castelo Branco) e com grandes dificuldades, quer no acesso a transportes públicos, onde se chega a demorar mais de 60 minutos só de ida para aceder ao ponto de urgência mais próximo", sustentam.
No documento enviado ao Ministério da Saúde, os deputados do PS perguntam à tutela como pretende responder a esta situação.
"Como pretende o Governo garantir a adequada prestação de cuidados de saúde às populações desta região do país como as dos concelhos de Idanha-a-Nova, Sertã, Penamacor e Oleiros, tendo em conta as condições existentes, quer ao nível de mobilidade, quer das características da população em causa que, como sabemos, é muito envelhecida", questionam.
Hortense Martins e Eurico Brilhante Dias querem ainda saber se o Governo consegue garantir às populações dos concelhos de Idanha-a-Nova, Sertã, Penamacor e Oleiros, que não ficarão "a distar a mais de 60 minutos de acesso aos serviços de emergência/ urgência, tendo em consideração os tempos de trajeto previstos, a rede viária e o acesso aos meios de transporte adequados para o efeito".
Por último, questionam ainda sobre se está a ser equacionado para os referidos concelhos a implementação da viatura de Suporte Imediato de Vida (SIV), atendendo às circunstâncias existentes.
Os deputados do PS sublinham que nos últimos dias do governo PSD/CDS foi publicado um despacho em Diário da República alterando a organização da rede de urgências hospitalares, "formalizando o encerramento de alguns pontos classificados ainda como pontos de urgência omitindo qualquer menção a seu respeito, ou seja, tratando-as como inexistentes, caso de Idanha-a-Nova e Sertã".
"Este despacho veio alterar o que estava definido em 2008, onde Idanha-a-Nova e Sertã apareciam classificados como serviços de urgência básica (SUB)", sustentam.
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