Por: Diario Digital Castelo Branco
Foi assinalado, no sábado passado, dia 17, no auditório do Mosteiro de Santa Vitória, na Batalha, o acordo de cooperação entre os Municípios da Covilhã e da Batalha que visa congregar sinergias para o desenvolvimento dos dois concelhos, com enfoque no sector cultural.
Foi assinalado, no sábado passado, dia 17, no auditório do Mosteiro de Santa Vitória, na Batalha, o acordo de cooperação entre os Municípios da Covilhã e da Batalha que visa congregar sinergias para o desenvolvimento dos dois concelhos, com enfoque no sector cultural.
Segundo o comunicado enviado à redação do Diário Digital Castelo Branco, esta iniciativa esteve inserida nas comemorações dos 500 anos da morte de Mateus Fernandes, o conhecido arquiteto que, nos primeiros anos do século XVI, deu início, no Mosteiro da Batalha ao único estilo de características nacionais, o Manuelino. Para o efeito uma delegação da Covilhã, composta por 70 pessoas, deslocou-se à Batalha onde foi acolhida pelo executivo camarário local e pela direção do Mosteiro.
As cerimónias iniciaram-se na igreja do Mosteiro onde se encontra sepultado Mateus Fernandes em local de destaque. Ali foram lidos poemas alusivos a esta figura e foi depositada uma coroa de Flores pelos presidentes dos Municípios. Seguiu-se uma homenagem ao Infante D. Henrique, primeiro Senhor da Covilhã e cuja atribuição do Senhorio completa agora 600 anos. No panteão da Enclítica Geração para além das delegações da Covilhã e da Batalha esteve presente o comandante da Região Militar de Leiria que conduziu as cerimónias ao chefiar o Batalhão que prestou a Guarda de Honra junto ao túmulo do Infante D. Henrique.
Antes da assinatura do acordo houve ainda lugar a uma visita pelo Mosteiro e inauguração no claustro-real, da exposição “pedras com história” que esteve já presente na Covilhã. Após a assinatura do acordo, usaram da palavra os presidentes da câmara da Covilhã e da Batalha, Vítor Pereira e Paulo Santos, respetivamente.
O autarca da Covilhã referiu a importância de evocar figuras da nossa História que nos permitam retirar grandes lições para o desenvolvimento futuro. Falou ainda da importância da criação de sinergias entre os dois concelhos, unidos por laços históricos comuns. O Edil Batalhense afirmou que apesar do acordo dar um papel especial à cultura é um documento aberto, que permite a cooperação noutros campos de ação, dando como exemplo o sector turístico, que poderá ser dinamizado ao motivar os 600 000 visitantes anuais que passam pelo Mosteiro a visitar a Covilhã.
Do programa constou ainda o lançamento do prémio de arquitetura “Mateus Fernandes”. Trata-se de um prémio bianual com um valor pecuniário de 5000 euros que pretende distinguir os melhores projetos de requalificação urbana.
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