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Região 9 de outubro de 2015

Castelo Branco: ISQ testa asa em material compósito da Embraer

Por: Diario Digital Castelo Branco

O grupo português ISQ apresentou esta 5ª-feira, no laboratório de Castelo Branco, o ensaio em solo de uma semi-asa desenvolvida em material compósito nas unidades da Embraer em Évora.

O grupo português ISQ apresentou esta 5ª-feira, no laboratório de Castelo Branco, o ensaio em solo de uma semi-asa desenvolvida em material compósito nas unidades da Embraer em Évora.

"Este teste específico da semi-asa em compósito que agora foi iniciado, irá prolongar-se por 10 meses", disse hoje à agência Lusa o vice-presidente do ISQ, Joaquim Guedelha.

O projeto está centralizado nas instalações do ISQ, em Castelo Branco, e consiste na realização de uma série de ensaios estáticos, dinâmicos e de impacto na aero-estrutura, na inspeção de materiais, utilizando técnicas avançadas de inspeção não destrutiva e na realização de campanhas preliminares de ensaios mecânicos e de impacto.

"Desenvolvemos o projeto em Castelo Branco, onde foram investidos quatro milhões de euros só na parte de infraestruturas", adiantou.

Joaquim Guedelha realçou ainda a importância deste projeto para Portugal.

"Este é um passo importante para o país, dado que o colocar empresas de produção de componentes num país é fácil, tal como deslocalizar empresas para outro país. Muito difícil é se uma fábrica quiser levar o centro de competência de desenvolvimento de produto. Aí elas fixam-se onde tem o desenvolvimento de produto", disse.

O responsável do ISQ sublinhou que é isso que a Embraer está a fazer em Évora, mas para fazer esse desenvolvimento, "precisa de prestadores de serviços com as competências como o ISQ tem".

À Lusa, o presidente da Embraer Portugal, Paulo Marchioto, explicou que esta parceria com o ISQ nasceu em 2011.

"Foi muito importante para a Embraer Portugal e Embraer Compósitos, porque proporciona uma visão de futuro. Hoje temos uma fábrica especializada em peças e estruturas de compósitos em Évora", explicou.

Este responsável adiantou ainda que este projeto dá a oportunidade à Embraer de construir uma asa em materiais compósitos, caso assim a empresa o decida.

"Isto irá capacitar-nos a construir uma asa em compósito. Trata-se de um projeto voltado para o futuro. Se a Embraer decidir que um produto (aeronave) irá ter uma asa em compósito, a fábrica de Évora estará capacitada para a fazer", sublinhou.

Paulo Marchioto disse também que a Embraer já tem o conhecimento sobre estruturas em compósitos e caso queira, no espaço de cinco anos poderá produzir uma asa neste material para as suas aeronaves.

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