Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
O PSD de Idanha-a-Nova acusou esta 4ª-feira a Câmara Municipal "de malabarismos políticos bacocos" no caso que envolve os alunos que frequentaram a escola de Monsanto e que reprovaram o ano.
O PSD de Idanha-a-Nova acusou esta 4ª-feira a Câmara Municipal "de malabarismos políticos bacocos" no caso que envolve os alunos que frequentaram a escola de Monsanto e que reprovaram o ano.
Em comunicado, a comissão política concelhia do PSD repudia "este tipo de malabarismos políticos bacocos, que mais não serviram, nem servem, para prejudicar crianças que nada pediram ao presidente da câmara nem aos vereadores competentes pelo pelouro da Educação".
"Por obra e graça de manobras eleitoralistas, prometeu-se aquando das últimas eleições autárquicas o não encerramento da escola de Monsanto, tendo-se inclusivamente procedido à sua remodelação (onde se gastaram cerca de 90 mil euros), apesar de saber que poderia ser encerrada por falta de alunos", acrescenta.
Os sociais-democratas adiantam que se assistiu, "aquando do encerramento da escola por parte do Ministério da Educação e Ciência, o que já se sabia que acabaria por acontecer, a um verdadeiro festival de folclore, por parte quer do presidente da Câmara e respetivo executivo, quer por parte do executivo da União Freguesias de Monsanto e Idanha-A-Velha".
Para o PSD, não obstante a "trapalhada" em que o presidente do município se envolveu, patrocinou o propósito dos pais das crianças de optarem pela modalidade de ensino individual, "sabendo de antemão, que, para tal, teria, em primeiro lugar que ser assegurado a contratação de um professor por aluno".
"É aliás por não se ter cumprido esta condição, ou a mais importante condição imposta por lei, para que este tipo de ensino pudesse ser ministrado às crianças, que todos eles passaram a estar em situação ilegal perante a lei", sustentam.
Por tudo isto, o PSD local diz que, "enquanto políticos não se afigura nada mais coerente que o pedido de demissão dos cargos públicos que ocupam enquanto responsáveis, se não, de facto, sê-lo-ão moralmente por esta lamentável situação".
Os sociais-democratas sublinham que todo o processo "está desde o início ferido quer de coerência política, quer de cuidados legais, que muito custa acreditar não terem sido acautelados, dado o apoio jurídico que uma câmara tem e pode e deve ter, especialmente tratando-se do futuro de uma geração, do futuro escolar de crianças".
Dizem também que na política "não se podem prejudicar pessoas e crianças apenas e só para elevar o ego de cada um ao ponto que cada um pretende" e adiantam que esta situação se deve a uma "birra e uma enorme incompetência".
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