Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
Mais de 20 localidades ribeirinhas do Tejo de Portugal e Espanha (14 das quais em solo português) vão manifestar-se hoje à tarde pela defesa de um "rio vivo" e pelo bom estado ecológico do Tejo e seus afluentes.
Mais de 20 localidades ribeirinhas do Tejo de Portugal e Espanha (14 das quais em solo português) vão manifestar-se hoje à tarde pela defesa de um "rio vivo" e pelo bom estado ecológico do Tejo e seus afluentes.
"As populações ribeirinhas estão unidas na sua indignação pelos recorrentes casos de poluição do Tejo e dos seus afluentes, crimes que alguém pratica contra um bem comum e que é de todos. É hora de dizer basta e por isso estamos a apelar a que os cidadãos se manifestem nos cais fluviais, nas praias fluviais e nos parques ribeirinhos das suas terras", disse à agência Lusa Paulo Constantino, porta-voz do ProTejo, movimento que coordena a iniciativa em Portugal.
Milhares de pessoas são aguardadas pela organização da manifestação que vai decorrer em quatro distritos de Portugal - Santarém, Portalegre, Castelo Branco e Lisboa - e em quatro comunidades autónomas espanholas: Madrid, Castilla-La Mancha, Castilla y León e Extremadura.
A concentração de cidadãos terá início às 15:00 e, uma hora depois, será lido um manifesto em cada localidade em defesa do Tejo.
A iniciativa, organizada pela Rede de Cidadania por Uma Nova Cultura da Água do Tejo de Portugal e Espanha, foi planeada depois dos grupos ambientalistas que integram esta rede terem denunciado à Comissão Europeia o incumprimento da diretiva-quadro da Água e da política europeia da água nos rios, nomeadamente no transvase Tejo-Segura.
Contactada pela Lusa, fonte da Comissão Europeia disse à Lusa que as queixas relativas à gestão do rio Tejo estão a ser analisadas, mas não adiantou pormenores sobre o alegado incumprimento da diretiva.
"A Comissão tem acompanhado a questão do rio Tejo e está em contacto com as autoridades espanholas. Não podemos adiantar qualquer detalhe sobre estas comunicações, uma vez que são [feitas] no âmbito de uma questão legal", disse à Lusa fonte do executivo comunitário.
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