Por: Diario Digital Castelo Branco
Os vereadores do PSD na Câmara de Castelo Branco, Paulo Moradias e João Paulo Benquerença, afirmam que o executivo municipal liderado pelo PS tem vindo a demostrar um vazio de ideias e incapacidade de liderar os destinos da região.
Os vereadores do PSD na Câmara de Castelo Branco, Paulo Moradias e João Paulo Benquerença, afirmam que o executivo municipal liderado pelo PS tem vindo a demostrar um vazio de ideias e incapacidade de liderar os destinos da região.
"Castelo Branco está sem rumo definido e o vazio de ideias é tal que são obrigados a recorrer a empresas "amigas" para tentar encontrar um caminho para a região" afirma João Paulo Benquerença, referindo-se aos Planos de Estratégia de Desenvolvimento do concelho, recentemente apresentados.
Para Paulo Moradias, aquilo que podia ser uma boa ideia, "uma oportunidade de definir objetivos para o médio e longo prazo da nossa região, mas nada disso aconteceu, porque o que temos é um conjunto de redundâncias e lugares comuns".
Para o vereador os documentos, Estratégia de Desenvolvimento e Castelo Branco 2030, "são um conjunto de lugares comuns que tanto poderiam aplicar-se a Castelo Branco, como em qualquer outro local do país".
Quanto à verba gasta, 140 mil euros, os vereadores do PSD consideram que existem na região entidades, como o IPCB, ADRACES e mesmo a UBI, com capacidade para fazer estes estudos, "estou convencido [afirma Paulo Moradias] que fariam no mínimo igual, aliás estou convencido que fariam bastante melhor, porque têm conhecimento do terreno".
Por outro lado, os vereadores social-democratas criticam o facto de não terem sido ouvidos sobre o plano estratégico para o concelho.
"Nunca nos foi pedida opinião, os vereadores do PSD não foram ouvidos" afirmou o vereador social-democrata Paulo Moradias.
"Quando efetivamente se quer que haja um estudo sério para a nossa região, e apresentação de propostas sérias , as coisas não se fazem desta maneira, praticamente às escondidas" afirma o vereador social-democrata.
Apesar de o documento estar em consulta pública até 7 de agosto, tempo que os vereadores consideram curto, e durante o qual podem ser apresentadas propostas, os vereadores social-democratas consideram que as propostas e as entidades civis deviam ter sido ouvidas antes do documento ser elaborado.
"As coisas continuam a ser feitas entre 4 paredes, às escondidas" afirmam.
Os social-democratas gostavam de ver nos estudos questões como a sustentabilidade, nomeadamente a energética, "há imensas infraestruturas, [terminal rodoviário, centro cultural ] com coberturas que poderiam ser aproveitadas para produção de energia térmica e/ ou elétrica".
Para João Paulo Benquerença a grande lacuna do estudo é não dizer o que se pretende ter daqui a 10, 20 ou 30 , "se não sabemos o que queremos, não sabemos como lá chegar".
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