Por: Cristina Valente
Integrada na iniciativa "Estado da Nação: proteção social", a Federação Distrital de Castelo Branco do Partido Socialista (PS) visitou, esta terça-feira, a Comissão de Proteção de Crianças e Jovens de Castelo Branco (CPCJCB).
Integrada na iniciativa "Estado da Nação: proteção social", a Federação Distrital de Castelo Branco do Partido Socialista (PS) visitou, esta terça-feira, a Comissão de Proteção de Crianças e Jovens de Castelo Branco (CPCJCB).
A Presidente da Federação Distrital de Castelo Branco, Hortense Martins, destacou o número elevado de projetos que a comissão tem em mãos, 282, e a forma como a retirada de meios humanos veio prejudicar o trabalho realizado pelas comissões.
"Em 2010, o governo do PS tinha reforçado com 150 técnicos superiores as CPCJ, esses técnicos integravam o mapa da Segurança Social, para este efeito. Em 2013, com o governo PSD/CDS houve retirada de alguns destes técnicos das comissões e foram reafectados a outras funções" esta retirada de técnicos com formação, veio, segundo Hortense Martins e também Isabel Ribeiro, responsável pela CPCJCB, prejudicar o trabalho realizado no apoio às crianças e jovens em risco.
"As condições de funcionamento das CPCJ foram seriamente afetadas pela retirada de recursos humanos que lhe estavam afetos, com formação e mais tempo disponível para os processos" afirma Hortense Martins.
Atualmente as Comissões, incluindo a de Castelo Branco, vivem dos apoios essenciais, da autarquia e do voluntariado "Atualmente temos apenas uma pessoa a trabalhar a tempo inteiro, uma psicóloga, contratada pela autarquia" explica Isabel Ribeiro.
Para tratar dos 282 processos, a CPCJCB conta com 8 pessoas em tempo parcial, com 7 horas semanais, cada uma.
Para Isabel Ribeiro, são meios muito escassos, para fazer o trabalho necessário junto das famílias, "muitas vezes aparecem os jovens, mas o trabalho teria que ser feito junto da família, mas é difícil, não havendo na Comissão gente com tempo para fazer esse trabalho".
Hortense Martins aproveitou a ocasião para fazer o balanço do Estado da Nação, em relação à prestação Social no Distrito, considerando que o distrito foi "votado ao abandono, uma situação que é preciso reverter. Tal como o país houve no distrito um aumento de pobreza nestes últimos 4 anos, que se deve a politicas dirigidas no tal dogma para além da Troika, na falsa de sensibilidade e conhecimento do terreno quanto às condições socioeconómicas das populações".
Os dados divulgados pela líder socialista apontam para um aumento de desemprego no distrito, com mais de 50% dos desempregados sem receberem prestação social, uma redução nas prestações de solidariedade, com mais de 2 mil idosos que deixaram de receber o complemento para idosos, 512 pessoas deixaram de receber o RSI, e 900 crianças ou jovens deixaram de receber o abono de família.
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