Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
O governo socialista grego obteve ontem a confiança do parlamento, um passo prévio para o lançamento de um novo plano de austeridade, obtendo a aprovação de mais de metade dos deputados.
O governo socialista grego obteve ontem a confiança do parlamento, um passo prévio para o lançamento de um novo plano de austeridade, obtendo a aprovação de mais de metade dos deputados.
“Deram o seu voto de confiança ao Governo 155 deputados, de um total de 298 votos. 143 votaram contra”, anunciou o presidente do parlamento grego, Philippi Pachálnikos.
O Executivo precisava de pelos menos 151 votos favoráveis dos 300 deputados.
O primeiro-ministro, George Papandreou, tinha apresentado uma moção de confiança, face ao aumento da contestação às medidas de austeridade que vêm sendo adotadas.
A votação foi realizada por votação nominal, após um acalorado debate durante o qual os deputados da oposição se ausentaram por algum tempo.
Todos os deputados votaram de acordo com a sua linha partidária.
O chumbo do parlamento teria levado a eleições antecipadas e questionado a capacidade de a Grécia seguir com novas medidas de austeridade até ao final de junho, como exigido pelos credores internacionais do país.
Se as novas medidas não forem aprovadas, a Grécia não vai receber a próxima tranche do empréstimo concedido pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) e pela União Europeia (UE).
A Grécia está a ser mantida financeiramente por um fundo de resgate de 110 mil milhões euros, aprovado e concedido pela UE e FMI.
Um agravamento da situação política, e consequentemente financeira, poderia arrastar para baixo os bancos gregos e europeus, além de alimentar receios sobre as finanças de outros países da zona euro, como Portugal, Irlanda e Espanha.
Já hoje, o novo ministro das Finanças grego, Evangelos Venizelos, prometeu que o parlamento vai aprovar o pacote de medidas de austeridade até ao final de junho, a fim de cumprir com as exigências da União Europeia para receber o próximo pagamento.
O parlamento deverá votar as medidas que trazem novos cortes de despesas, no valor de 28 mil milhões de euros, na próxima semana.
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