Por: Patrícia Calado
Paulo Moradias e João Paulo Benquerença, vereadores do Partido Social Democrata (PSD), mostraram o seu desagrado perante o relatório de contas de gestão da autarquia albicastrense, apresentado na passada sexta-feira, dia 17.
Paulo Moradias e João Paulo Benquerença, vereadores do Partido Social Democrata (PSD), mostraram o seu desagrado perante o relatório de contas de gestão da autarquia albicastrense, apresentado na passada sexta-feira, dia 17.
“O resultado dificilmente poderia ser pior. Estamos perante a pior execução orçamental deste século”, comentaram durante a conferência de imprensa, realizada esta segunda-feira, dia 20.
O relatório de contas foi aprovado na sexta-feira com os votos contra do PSD numa sessão de câmara, que ficou marcada pela ausência do Presidente da Câmara Municipal de Castelo Branco, Luís Correia. Uma ausência não compreendida pelos vereadores sociais-democratas, já que, este relatório de gestão referente às contas de 2014 é “o verdadeiro balanço e o principal exame da atividade realizada durante o primeiro ano do atual mandato”.
A execução orçamental da despesa situou-se em 56,17%, um valor considerado “baixíssimo” pelos vereadores do PSD. No entanto, a perplexidade de Paulo Moradias e João Paulo Benquerença aumentou aquando tiveram conhecimento que “apenas 42%” foi investido, ou seja, “menos de metade da verba que a autarquia se dispunha a investir no concelho, efetivamente aplicou”. Posto isto, os vereadores deixaram a questão no ar: “De que modo foi pensado o orçamento?”, acrescentaram ainda que foi “organizado em cima do joelho”.
“Este executivo não sabe como aplicar o dinheiro que fruto de transferências do Estado ou da arrecadação dos nossos impostos lhe cai nas mãos. Recusa-se a devolver aos albicastrenses o seu dinheiro sob a forma de isenção de IMI ou a devolução do IRS com a desculpa que o investe”, comentaram.
Para além disso, Paulo Moradias referiu que o município esperava arrecadar cinco milhões de euros em IMI, porém acabou por receber mais 1,2 milhões do que estava à espera.
Paulo Moradias recordou que os sociais-democratas chegaram a entregar um dossier com sugestões que sempre foram recusadas, entre elas a isenção do IMI em algumas situações e a devolução do IRS. “Temos feito propostas para a economia local, recusaram as nossas sugestões com a justificação de que a autarquia precisa do dinheiro para investir”.
Os quase dois milhões de juros de aplicação que os SMAS recebem também é uma questão que Paulo Moradias e João Paulo Benquerença discordam. Para os vereadores sociais-democratas, gasta-se muita água da rede a regar os espaços públicos da cidade.
“Não utilizam águas fluviais… Não poupam dinheiro à população nas faturas da água, há um problema de gestão, não dos SMAS, mas da Câmara Municipal”, acusou João Paulo Benquerença.
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