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Europa 26 de maio de 2011

FMI: Possibilidades de Christine Lagarde são "diminutas", diz perito chinês

Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa

Um conselheiro do banco central chinês considerou “diminutas” as possibilidades de um europeu voltar a liderar o Fundo Monetário Internacional, mas defendeu que a China não deve candidatar-se ao lugar.

Um conselheiro do banco central chinês considerou “diminutas” as possibilidades de um europeu voltar a liderar o Fundo Monetário Internacional, mas defendeu que a China não deve candidatar-se ao lugar.

“Apoiar um candidato chinês não é a melhor escolha para o país (…) Uma personalidade de um país neutro e pequeno estaria mais de acordo com os interesses do mundo, incluindo da China”, disse o especialista, Li Daokui, citado hoje pelo jornal China Daily.

“Grandes países como a Índia e o Brasil têm demasiados interesses nacionais”, justificou o conselheiro do banco central chinês.

Representantes do bloco BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) no FMI defenderam na terça-feira que a escolha do novo diretor da instituição “deve refletir as mudanças na economia global e não se basear na nacionalidade”, mas não avançaram com uma candidatura comum.

No dia seguinte, em Paris, a ministra francesa da Economia, Christine Lagarde, anunciou a candidatura ao cargo, que desde a fundação do FMI, há mais de meio século, é ocupado por um europeu.

A União Europeia já manifestou o apoio a Christine Lagarde e ela própria disse que espera “alcançar o mais largo consenso possível”.

“Tudo depende dos Estados Unidos, que têm 16,8 por cento dos votos”, disse um perito do ministério chinês do Comércio, He Weiwen, citado hoje na imprensa oficial.

No conjunto, os BRICS têm 11 por cento dos votos, percentagem que pode ser decisiva para viabilizar ou inviabilizar a eleição de Christine Largarde, que necessita de 85 por cento dos votos.

“Se os países desenvolvidos não respeitarem a opinião dos BRICS, muito provavelmente Lagarde não conseguirá os votos necessários”, disse ao China Daily o economista Guo Tianyong, diretor do Centro de Investigação da Indústria Bancária da Universidade Central de Finanças e Economia.

Para os BRICS, “a escolha do diretor do FMI com base na nacionalidade mina a legitimidade da instituição”.

O último diretor do FMI, o francês Dominique Strauss-Kahn, demitiu-se na semana passada, depois de ter sido detido em Nova York por suspeita de agressão sexual a uma empregada de um hotel daquela cidade.

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