Por: Diario Digital Castelo Branco
O ministro das Finanças da Alemanha, Wolfgang Schaeuble, propôs hoje a sua homóloga francesa, Christine Lagarde, como candidata da União Europeia para suceder a Dominique Strauss-Kahn na direção-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI).
O ministro das Finanças da Alemanha, Wolfgang Schaeuble, propôs hoje a sua homóloga francesa, Christine Lagarde, como candidata da União Europeia para suceder a Dominique Strauss-Kahn na direção-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI).
Numa entrevista publicada hoje pelo semanário alemão 'Bild am Sonntag', o ministro das Finanças da Alemanha quebrou o silêncio do Executivo liderado pela chanceler Angela Merkel, que até hoje ainda não tinha dado o seu apoio público à governante francesa.
"Se Christine Lagarde decidir ser candidata, a Europa teria a melhor hipótese para reocupar o cargo. É agora decisivo que a Europa fale a uma só voz", afirma Wolfgang Schaeuble na entrevista.
Christine Lagarde, que também já recebera o apoio oficial de alguns países europeus como Itália ou Suécia, surge como a candidata mais forte para suceder a Dominique Strauss-Kahn na direção-geral do FMI.
Isto apesar de alguns países emergentes não quererem um candidato europeu na liderança do organismo, designadamente a Tailândia, África do Sul e Rússia.
Outros dos nomes apontados à sucessão de Strauss-Kahn são o ex-primeiro-ministro britânico Gordon Brown, o ex-líder do Bundesbank Axel Weber e o ex-ministro das Finanças alemão Peer Steinbruck.
O FMI anunciou hoje que terá segunda-feira início um “procedimento aberto, baseado no mérito e transparente” para eleger a 30 de junho o novo diretor-geral do organismo, depois da renúncia ao cargo de Strauss-Kahn.
Durante o processo, o FMI será dirigido pelo “número dois”, o norte-americano John Lipskey, seguindo o protocolo de funcionamento do organismo depois da renúncia de Strauss-Kahn, que está agora em prisão domiciliária nos Estados Unidos, acusado de tentativa de violação de uma empregada de hotel de Nova Iorque.
A sucessão de Dominique Strauss-Kahn no FMI está a levar a um forte movimento diplomático com os países emergentes como a China a salientarem ter chegado a altura de escolher um dirigente não europeu, refletindo no FMI a realidade económica do mundo, ao mesmo tempo que várias nações europeias não querem perder o controlo da instituição.
Por tradição, o diretor-geral do FMI é um europeu, enquanto que o Banco Mundial é presidido por um norte-americano, mas a nova realidade mundial permite hoje a várias nações emergentes reclamarem para si algumas decisões estratégicas e a ocupação de postos chave internacionais.
O nome de Durão Barroso, apontado pela CNN, parece ter caído por terra para a liderança do FMI, depois de a Comissão Europeia ter negado publicamente essa possibilidade.
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