Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
O presidente da Câmara de Proença-a-Nova, João Paulo Catarino, defende apoios para os produtores florestais de pinheiro bravo, cujas culturas só dão retorno ao fim de 30 anos.
O presidente da Câmara de Proença-a-Nova, João Paulo Catarino, defende apoios para os produtores florestais de pinheiro bravo, cujas culturas só dão retorno ao fim de 30 anos.
"Enquanto o pinheiro bravo não der um rendimento periódico ao proprietário, não há volta a dar", sustenta, acrescentando que se "está a falar de culturas que levam 30 anos a dar resultados para o proprietário".
João Paulo Catarino, que falava durante a 1.ª Conferência do Pinhal, esta 6ª-feira, uma iniciativa do Jornal do Fundão e da Câmara de Oleiros, disse que esta "é uma visão pragmática de quem vive no meio dos pinheiros, com muito orgulho".
Para o autarca, o retorno económico da fileira do pinheiro bravo é fundamental e realçou ainda o facto de nos últimos dois anos terem sido sempre transferidas verbas do quadro comunitário de apoio (QCA), inicialmente destinadas à floresta, para a agricultura.
"Os proprietários florestais não as conseguiram gastar", disse, explicando que “se os proprietários tivessem retorno económico do pinho também adubavam as árvores como fazem com o eucalipto", destacou.
João Paulo Catarino defende que os produtores florestais de pinheiro bravo devem ser apoiados e sustenta a sua argumentação: "quem planta uma árvore para ter retorno daqui a 30 anos tem que ser apoiado".
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