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Região 1 de setembro de 2014

Castelo Branco: Paula Lisboa quer "tirar mulheres da sombra"

Por: Cristina Valente

"Tomar a palavra" é o tema da moção da candidatura liderada por Paula Lisboa  ao Departamento Federativo das Mulheres Socialistas de Castelo Branco(DFMSCB). Um documento que alerta para o facto de "as mentalidades e os comportamentos não mudarem por decreto e a legislação ter-se adiantado às práticas reais".

"Tomar a palavra" é o tema da moção da candidatura liderada por Paula Lisboa ao Departamento Federativo das Mulheres Socialistas de Castelo Branco(DFMSCB).

Um documento que alerta para o facto de "as mentalidades e os comportamentos não mudarem por decreto e a legislação ter-se adiantado às práticas reais".

Afirma o documento que "garantida a igualdade legal, formal, são as capacidades individuais que determinam o êxito ou o insucesso social".

Na apresentação da Moção, Paula Lisboa teve a seu lado Alzira Serrasqueiro, sua mandatária e João Paulo Catarino, candidato à Federação Distrital do PS.

Alzira Serrasqueiro, que tem estado afastada da vida politica ativa, diz que foi com muito entusiasmo que aceitou o convite de Paula Lisboa, "porque gosto de renovação, gosto de gente com garra e porque gosto de ajudar aqueles que querem participar na vida pública e que nem sempre têm essa oportunidade".

Acrescenta ainda, esta antiga dirigente socialista do distrito, que o PS não deve "ser um partido cristalizado" e deve estar sempre aberto a outros e novos protagonistas.

Também a candidata Paula Lisboa, considera que está na hora de se mudarem alguns protagonistas e quanto ao trabalho efetuado nos últimos anos pelo Departamento das Mulheres Socialistas a sua perspetiva é completamente diferente daquela que tem sido seguida, "dar medalhas e fazer festas, homenagear as mulheres, não é isso que eu quero, o que eu quero é tirar do escuro as mulheres que permanecem na sombra. As mulheres que recebem as medalhas já estão ao sol."

A candidata afirma que a sua lista foi composta de forma a manter alguma equidade em toda a região Beira Baixa.

"As mulheres devem participar na vida politica e social, atingir notoriedade, seres lideres, sem seres objeto de debate e principalmente objeto de espiação, uma mulher com capacidades de liderança é mais facilmente contestada e espiada, do que se for um homem" afirma Paula Lisboa.

Recordando as medidas da União Europeia, Paula Lisboa, diz que a nível regional há muitas mudanças para fazer "porque estamos num distrito extremamente empobrecido, onde há imensas carências ao nível da educação e da saúde que tem repercussões no desenvolvimento intelectual das pessoas".

 A candidata assume que a decisão, de assumir a candidatura não foi fácil, "estamos a lutar num contexto em que as pessoas já estão no poder há muitos anos, é sempre difícil lutar contra os sistemas que já estão instituídos".

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